08 setembro, 2008

Novo tema: "Relação Entre Ciência e Tecnologia"

Salve, Pessoal!

(Votação recorde!) Resultados:

  • Crescimento populacional, causas e efeitos 5 votos
  • Relação entre ciência e tecnologia 8 votos
  • Avaliação das revistas científicas em português 7 votos
  • Biosfera/Energias Alternativas/Crise Mundial de Alimentos 5 votos
  • Quais linhas de pesquisa são potencialmente perigosas em termos sociais? 8 votos

Devido ao empate, me cabe o "Voto de Minerva", no qual pretendo ser "Salomônico"... Fica decidido em favor de "Relação entre ciência e tecnologia", porque permite que se aborde, mesmo que de passagem, a questão sobre a potencial periculosidade social de certas linhas de pesquisa científico/tecnológicas.

02 setembro, 2008

Novo tema para setembro/outubro:

Salve, Pessoal!

Aí na barra lateral está a enquete para o novo tema para o próximo mês. Alguns temas propostos foram mesclados a outros que levavam, na prática, às mesmas discussões.

Peço, novamente, a todos que ponham um link nos seus próprios blogues, chamando os leitores a votarem também.

Vamos girar a Roda!

24 agosto, 2008

Post a convite: Descrecimento Sustentável

Quem sabe teremos um novo participante?... Rafael Reinher (de "O Pensador Selvagem") publicou um post sobre nosso tema atual.

Desde bem cedo, ainda não havia entrado em uma faculdade de Medicina tampouco tinha ainda cursado Filosofia nem Ciências Sociais, sempre tive uma curiosa aversão à idéia de que crescimento significava explorar mais, produzir mais, construir mais estradas e edifícios e consumir mais. Para um jovem adolescente, a idéia de que quanto mais rápido explorássemos o meio-ambiente mais rápido ele se extingüiria pode ser assustadora. Razões mais imediatas, como paquerar, escutar música e um concurso vestibular que se aproxima afastam um pouco o horror daquele pensamento. Recentemente, entretanto, o Roda de Ciência trouxe o tema à tona e não consegui deixar de voltar a refletir mais profundamente sobre ele.

(Continue lendo aqui)


O convite já foi feito...

23 agosto, 2008

Post de Convidado: O Planeta pede um copo d'água

A pedido do Osame, Ricardo Reale enviou um post (trasncrito abaixo) para contribuir com a discussão do tema atual.

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O planeta pede um copo d'água

Escrever um texto é sempre gratificante, principalmente quando ele parte de uma pergunta, que nós desejamos responder. O blog Roda da Ciência me propôs um desafio. Responder em um texto se o desenvolvimento sustentável é possível. A maneira mais simples de responder a esta pergunta é com um sim ou um não, seguidos de uma explicação, entretanto o problema não é tão trivial... A melhor resposta que encontrei procurando responder-me se o desenvolvimento sustentável é possível foi, pasmem, outra pergunta. Nós queremos realmente o desenvolvimento sustentável? Antes de falar sobre isso voltemos ao sim ou não..

A primeira resposta que dou ao leitor é sim. A sociedade sustentável é possível. É uma utopia - a nova utopia diga-se de passagem, mas alcançável. Uma nova consciência está se formando, novas tecnologias limpas ganham terreno a cada dia e todos concordam que uma biosfera saudável é a grande meta civilizatória da sociedade mundial. É, portanto, uma questão de tempo até atingirmos essa condição.

A segunda resposta é não. Não porque a sociedade ainda está baseada no petróleo e na produção em série. É impossível construir uma civilização sustentável em uma natureza orgânica (biosfera) produzindo em série. Isso porque ao se produzir em série é preciso que se consuma em série, e ambos, consumo e produção em larga escala devastam a natureza de forma exponencial. A história dos últimos séculos é a prova cabal do que estou dizendo.

A pergunta que eu encontrei como resposta para indagação "O desenvolvimento sustentável é possível?", foi "Nós queremos realmente o desenvolvimento sustentável?". É direta e vai mexer na ferida do problema. Será que os bancos que fazem propagandas sobre a sustentabilidade querem que se consuma menos? Porque é uma infantilidade intelectual dizer que desenvolvimento (diga-se crescimento econômico de produtos materiais) pode combinar com desenvolvimento sustentável. Será que a elite econômica, industrial, comercial, midiática não percebe que hoje o discurso ambiental é uma grande hipocrisia? Por exemplo, um publicitário que faz uma campanha verde para uma indústria química e viaja 1.000km de avião toda semana para fazer uma reunião com a diretoria comercial da dita empresa. Ora, viajar de avião para conversar a 1000km de distância não é nada ambiental. Menos ainda fabricar detergentes, sabão em pó... Não quero só atirar pedras, até porque eu compro detergente e sabão em pó, mas me sinto um verme quando não tenho opção de um produto biodegradável que eu possa comprar. Faltam leis. Leis que contrariem a curto prazo os interesses políticos e econômicos.

Você já parou para pensar o quanto é absurdo tomar um copo de água descartável? Para quatro goles de água que vem de fontes de longe, quanto plástico, alumínio, energia, CO2... Claro que é possível viver uma vida frugal, simples, em contato com a natureza, cultivando a terra, sem carro, trabalhando com atividades de baixo impacto ambiental, enfim, uma eco-vila, futurista e ligada à Internet... Isso é possível, mas será que é isso que o povo quer?

Ricardo Raele

Para ler meu blog:www.ricardoraele.blogspot.com

17 agosto, 2008

Desenvolvimento sustentável: controle populacional…!

O tema desse mês para o Roda é “Desenvolvimento sustentável: é realmente possível?“, que é um “tema pegadinha”, uma vez que é necessário se abordar, nessa discussão, temas como fontes alternativas de energia, crise de alimentos, mudanças climáticas, etc…

Continue lendo Desenvolvimento sustentável: controle populacional…!

Por favor, deixe seus comentários aqui no Roda.

14 agosto, 2008

Desenvolvimento sustentável. Como assim?

Você já parou para pensar de verdade nessa história de desenvolvimento sustentável? Tem idéia do que é e do que você pode fazer para ajudar nessa empreitada?

Segundo a WWF-Brasil,

"A definição mais aceita para desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro. Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental."

Harmonizar desenvolvimento econômico e conservação ambiental não é nada fácil. Já estamos acostumados com toda a mordomia que o desenvolvimento científico e econômico concedeu ao nosso dia-a-dia: luz elétrica, água na torneira à vontade, tudo o que se pôde e ainda se pode inventar utilizando os polímeros, todo tipo de papel para todo tipo de necessidade, etc. Impossível enumerar tudo o que já estamos acostumados a usar, que não imaginamos ficar sem e que, de alguma forma, da forma como é feita hoje, contribui para a degradação do ambiente em que vivemos. Aí surge essa conversa de desenvolvimento sustentável, essa história de que temos que repensar a forma como a nossa mordomia vai nos destruir!

Continue lendo aqui.

13 agosto, 2008

Sobre desenvolvimento sustentável

Sabem aquela história de um termo que a gente ouve tanto falar que nem pensa em saber o que quer exatamente dizer?... Para mim, "desenvolvimento sustentável" era um caso desses... E, é claro, eu corri à WikiPedia...(continue lendo aqui).

Sustentar o Desenvolvimento ou Desenvolvimento Sustentável?


Acho que neste tema existem duas acepções que deveriam ser distinguidas:
  1. Desenvolvimento Sustentável (DS1): um processo de desenvolvimento que se baseia em recursos renováveis (biocombustíveis, energia solar, energia hidroelétrica, fusão nuclear etc), de modo que o desenvolvimento pode se manter, mesmo que isso acarrete degradação do ambiente (por exemplo, com extinção de florestas tropicais). Aqui, quem se sustenta é o desenvolvimento.
  2. Desenvolvimento Sustentável (DS2): um processo de desenvolvimento que inclua a idéia de sustentabilidade do ambiente, ou seja, um processo onde a Tecnosfera entre em simbiose (mutualismo, para meus amigos biólogos) com a Biosfera para benefício mútuo. Aqui, quem se sustenta são tanto o ambiente humano como o natural.
    Cuidado que muitos políticos e economistas estão preocupados apenas com o DS1, ou seja, preocupações ecológicas só entram na medida que possam comprometer o desenvolvimento econômico.

Agora, precisamos discutir a idéia de desenvolvimento. Esqueçamos utopias de comunidades "em equilíbrio com a Natureza": uma rápida visita à São Tomé das Letras mostra o que quero dizer (examinem as crianças de lá, não os pais). Todo processo em equilíbrio equivale à morte, a vida é um processo fora do equilíbrio. Continue a ler aqui.

O meio ambiente é um GRANDE negócio

Um produto deveria ter qualidade, marca conhecida e ser barato. A ordem era essa. Agora, também precisa ser “ecologicamente correto”. As empresas que ainda não perceberam a nova característica e valor agregados, a cada dia serão mais “excluídas” do mercado consumidor. E não é apenas uma fase não. Depois, não diga que não avisei…
A leitura continua aqui.

Sustentabilidade está NA MODA

Literalmente. Estava conversando com o João Braga, aquele professor foférrimo de história da moda - leia aqui uma materinha na revista Época. Ele foi lacônico: “Se é moda, tem que ser passageira”. Também, disse que esse pessoal que diz que “essa moda veio para ficar” está, completamente, errado. E agora, a moda do início dos anos 2000 e pouco é ser sustentável.

Continue a leitura aqui.

Desenvolvimento sustentável NÃO existe

Durante a reunião do Comitê Gestor da Rede de Pesquisas em Carvão Mineral, Guilherme Henrique Pereira, secretário e Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia (Setec/MCT), disse que o crescimento do setor de carvão mineral deve observar a sustentabilidade. “É preciso conservar a natureza, ser socialmente adequado e economicamente eficaz”, afirmou em Brasília. Não se prendendo apenas a essa questão do carvão…

Continue lendo aqui.

10 agosto, 2008

Novo tema de dicussão para o Roda de Ciência

Salve, Pessoal!

Tenho o prazer de informar que o resultado de nossa enquete para o novo tema para Agosto/Setembro, foi o seguinte:

Votantes: 24 (lembrem-se: é possível votar em mais de um tema...)

  • Conservação da biosfera: estética ou sobrevivência? (4 votos)
  • Grandes novas idéias e descobertas (5 votos)
  • Fontes alternativas de energia (4 votos)
  • Crise mundial de alimentos vs. biocombustíveis (6 votos)
  • Desenvolvimento sustentável: é realmente possível? (10 votos)


O novo tema (que já aparece no marcador deste post), já foi abordado pela nossa recém-chegada Isis, em seu ótimo post Desenvolvimento sustentável não existe (e “sobra” para ela tentar aprofundar mais ainda o assunto, depois de um post tão bom... :D )

Eu confesso que a divisão dos temas foi meio uma “pegadinha”... Não há como você falar de "Desenvolvimento Sustentável", sem abordar, mesmo que marginalmente, a "Conservação da Biosfera", "Grandes novas idéias e descobertas", "Fontes Alternativas de Energia" e a bendita "Crise Mundial de Alimentos". Os temas são muito interrelacionados.

Está no ar o novo tema que, dependendo do "rendimento", vai permanecer, pelo menos, até o meio de setembro (pode ser até prorrogado).

Vamos lá, gente! Desencavem aqueles artigos que vocês guardaram para referências futuras, e publiquem suas opiniões: Desenvolvimento Sustentável: é possível?

06 agosto, 2008

Novo tema para agosto/setembro:

Salve, Pessoal!

Me antecipei um pouco e estou botando, desde já, o novo tema para agosto / setembro em votação. Minha intenção é encerrar a enquete às 12:00h (de Brasília) no próximo domingo 10 de agosto. (A idéia é "encurtar" os prazos, para voltar a fazer os temas coincidirem com o calendário).

Vou pedir a todos os participantes um favor: publiquem em seus Blogs uma notícia sobre esta enquete (ponham o link para o "Roda de Ciência" nele) e convidem seus leitores a votarem também.

Os leitores ocasionais do "Roda de Ciência" que não são contribuintes, também podem (e devem) votar: vocês são a razão de ser deste Blog; isto aqui não é um Grupo de Discussão Fechado. E também podem (e devem) sugerir temas que gostariam de ver discutidos (usem os "comentários" a este post para registrarem seus pedidos - o Blog aceita comentários "anônimos", se você for tímido a esse ponto...)

Então, estão valendo para a votação para o próximo tema, as seguintes opções:

  • Conservação da biosfera: estética ou sobrevivência?
  • Grandes novas idéias e descobertas
  • Fontes alternativas de energia
  • Crise mundial de alimentos vs. biocombustíveis
  • Desenvolvimento sustentável: é realmente possível?

By the way: em breve, teremos um novo contribuinte. O "Blogue do Roque", do Antônio Roque. Logo que ele informar qual o email para o convite formal, os links vão aparecer na barra lateral.

Vamos lá pessoal! Votem!


04 agosto, 2008

O blog no ENEQ de 2008

Olá, pessoal! Acho que sou a mais nova integrante deste grupo!

Meu primeiro post é sobre uma palestra que o prof. Attico Chassot proferiu no Encontro Nacional do Ensino de Química deste ano. O título da apresentação foi "Do livro ao blogue: fazendo alfabetização científica" e nela o professor apresentou vários blogs e sites de Química, enfatizando sobre a necessidade de valorização deste espaço como possibilidade de se fazer educação científica em espaços não formais.

Foi com muita satisfação que recebi o pedido do professor Attico Chassot para que lhe enviasse informações sobre o blog Ensino de Química, pois iria fazer uma apresentação no XIV Encontro Nacional de Ensino de Química, de 21 a 24 de julho de 2008. Para quem não conhece, Chassot é um dos maiores nomes na área de Ensino de Ciências no Brasil (leia a entrevista que fiz com ele aqui) e sempre está presente nos eventos da área, dando valiosas contribuições e encantando a todos com seu jeito firme e irreverente de palestrar.

Leia o texto completo no blog Ensino de Química.

02 agosto, 2008

Tradução do Artigo do Wilkins

Agradecendo a inestimável colaboração da Maria e da Sílvia que fizeram uma extensa "better-revison" do texto e corrigiram uma série de bobagens que eu escrevi, finalmente eu publiquei a tradução do artigo do John S. Wilkins, “Os papéis, razões e restrições dos Blogs de Ciências”

Devidamente obtida, pelo próprio autor, a autorização necessária, a tradução foi novamente publicada (e vai ficar só no endereço antigo do "Chi vó, non pó"). Portanto, leia mais aqui.



31 julho, 2008

Último minuto: blogosfera científica no Brasil

O João Carlos gentilmente deixou a porta entreaberta, eu fingi que não era comigo mas não resisti e resolvi entrar na Roda!

O tema da Roda de Ciência deste mês que fecha em algumas horas me interessa muito. Nos últimos meses tenho lido quase todos os blogs de Ciências da língua portuguesa (com ênfase no Brasil). Um trabalho facilitado pela boa iniciativa do Prof. Osame: o Anel de Blogs Científicos.

O que mais me agrada nos blogs de Ciências brasileiros é a sua diversidade: há professores, jornalistas, cientistas blogando e também há muitos entusiastas da Ciência cujas carreiras não exigem treinamento científico (apesar de sempre ajudar). O que menos me agrada é o seu tamanho, não porque eu acho que sejam poucos os blogs, mas é que eu quero mais!

Leia o resto no Brontossauros.

30 julho, 2008

Sobre blogs de ciências

Tudo o que tem a fazer é escrever uma frase verdadeira. Escreva a frase mais verdadeira que souber (...) Se começasse a escrever rebuscadamente, ou como se estivesse defendendo ou apresentando alguma coisa, achava logo que podia cortar esses floreados ou ornamentos, jogá-los fora e começar com a primeira proposição afirmativa verdadeira e simples que tivesse escrito".
Ernest Hemingway, A moveable feast (Paris é uma festa), p. 29

O filósofo John Wilkins, no seu artigo The roles, reasons and restrictions of science blogs, publicado na edição de agosto da Trends in Ecology and Evolution, define um blog como "fundamentalmente uma página da web atualizada constantemente, com entradas ('postagens') que têm uma data, tempo e, se muitos autores contribuírem para o blog, selos com autor e nome". Para ele, um das razões flagrantes para a existência de blogs é a comunicação científica. Além disso, essa também é uma forma de desmistificar a ciência e de fazer frente a perspectivas contrárias, presentes no discurso público (e.g., anti-evolucionistas), àquelas científicas. Ainda segundo Wilkins, um blog que representa uma comunidade científica ou subdisciplina irá ele mesmo se transformar em uma comunidade.

Leia a continuação desse texto no blog "Um longo argumento"

Incrível: a blogosfera científica em português

Faltando um dia para acabar o mês... Bola para frente! Na última edição do jornal universitário, a Universidade Federal do Paraná (UFPR), publicou uma matéria sobre os blogs científicos. Ela resume o que há on-line no Brasil e porque as pessoas blogam. Coloquei um grande trecho no meu blog – veja aqui. O link para a matéria inteira está aqui – em pdf, paciência, demora um pouquinho para carregar.

Justamente esta semana, estava discutindo com uma conhecida o tema. Ela pensa em fazer um blog científico, mas queria saber mais sobre o que existe no Brasil. Infelizmente, com exceção de alguns sites como este e que estão por vir, a blogosfera científica é dispersa.
Como a maioria dos blogs científicos, o intuito dessa pessoa é divulgar o conhecimento para o público leigo.

Uma tarefa dificílima. Primeiro, em um país onde a educação é precária, como passar o que está sendo pesquisado para uma pessoa que não entende os conceitos básicos? Onde as pessoas não reclamam por essa educação a que tem direito, como mostrar a importância da ciência na vida de todos? Por fim, em um país onde, praticamente, 40% das pessoas não possuem saneamento básico, como focar a atenção delas para esse tema?

Sem contar o preconceito que existe. Muitos que possuem acesso à internet acham a ciência chata e inteligível. Não conseguem perceber que, ela está no dia-a-dia, dela depende os avanços tecnológicos e influencia diretamente na nossa atual e futura qualidade de vida. Engraçado como o país, até nisso, possui zilhões de realidades. Uma ciência tão avançada e quem não entende lhufas. Deve ser culpa do jeitinho brasileiro.

Enumerei algumas vantagens e alguns dados relacionados aos blogs científicos para refletirmos:

  • O número de internautas residenciais no Brasil em fevereiro era de 22 milhões de pessoas, um aumento de 56,7% em relação ao mesmo mês de 2007;
  • O Brasil é o país onde os usuários passam mais tempo navegando;
  • Os jovens não se informam como antigamente, por meio dos jornais impressos. Eles buscam as mídias eletrônicas. Clichê ou não, eles serão o nosso futuro. Espero que os blogs ajudem a eles darem continuidade e valorizarem a ciência;
  • Por meio do blog divulgo o que é produzido nas universidades. Dou prioridade para as instituições brasileiras. Muita coisa bacana é feita no Brasil, mas a população não consegue ter acesso;
  • Nossos pesquisadores científicos não são valorizados como deveriam. O blog é uma maneira de apóia-los;
  • Para o pesquisador, escrever um blog é uma maneira de divulgar o seu trabalho. Também, de trocar idéias, realizar novos contatos, novas pesquisas e até conseguir parcerias para projetos. Além disso, de desmistificar sua profissão;
  • Com exceções, os meios de comunicação não possuem muito espaço para a ciência. Por isso, publicam apenas notícias extremamente relevantes e, muitas vezes, sem contextualização. Os blogs suprem a necessidade de entender sobre o que está sendo publicado na mídia "convencional";
  • A pessoa interessada chega à fonte da notícia por meio dos links. Entrar, mesmo, em contato com os pesquisadores. O que pode ser conveniente para ambos.

Claro que o assunto é extenso, mas, com este post, espero fornecer novas maneiras de ver os blogs sobre ciência do Brasil. Há 10 anos atrás, praticamente, inexistiam blogs tupiniquins sobre o tema. Só o fato de discutirmos uma “comunidade blogueira científica brasileira” já é um grande passo. Como diz aquela propaganda inspiradora: “keep walking”.

28 julho, 2008

Off-topic: Sejam bem vindos

Anúncio "off-topic".

Em nome de todos os participantes do "Roda de Ciência", quero dar as boas-vindas aos novos contribuíntes:

Isis Nóbile Diniz e seu "Xis-xis";

Isabella Bertelli e seu "Cientifica Mente"; e

Charles Morphy e seu "Um longo argumento".

Ainda é tempo de darem sua contribuição ao tema deste mês...

24 julho, 2008

pequeno comentário sobre blog científico em português

Deixo aqui uma chamada para um comentário que fiz sobre o "post" Deveríamos educar com blog de ciência? do blog científico Brontossauros em meu jardim, como contribuição do ViaGene ao tema do mês do Roda de Ciência.
ana claudia

21 julho, 2008

Artigo novo sobre blogs científicos

Vou tentar conseguir um pdf para quem quiser...

The roles, reasons and restrictions of science blogs
John S. Wilkins
Department of Philosophy, The University of Queensland, Brisbane, QLD 4072, Australia


Over the past few years, blogging (‘web logging’) has become a major social movement, and as such includes blogs by scientists about science. Blogs are highly idiosyncratic, personal and ephemeral means of public expression, and yet they contribute to the current practice and reputation of science as much as, if not more than, any popular scientific work or visual presentation. It is important, therefore, to understand this phenomenon.


07 julho, 2008

Blogar ou não blogar, eis a questão




Na Scientific American Brasil de junho foi publicada um artigo sobre Science 2.0, ou seja, sobre novas formas de se fazer ciência permitidas pelas ferramentas de publicação de conteúdo, inclusive os blogs. Nesse artigo, a questão dos blogs científicos não é encarada de forma muito otimista, mas talvez isto seja devido a uma visão restrita sobre como poderíamos usar blogs para fins científicos.


Entre os vários fins imagináveis comento alguns formatos com que tive experiência própria. Bom, o primeiro é o próprio SEMCIÊNCIA que, assim como a Maria Guimarães do Ciência e Idéias comentou, me permitiu conhecer várias pessoas interessantes, ter contato com jornalistas científicos etc. Continue a ler aqui.

28 junho, 2008

Por que um Blog sobre ciências?

Pegando no tema pela "ponta" que a Maria deixou, eu vou tentar prosseguir no tema "Por que um blog"? E, mais especificamente, por que um Blog sobre ciências?

Continue lendo aqui

27 junho, 2008

Blogues em português - pra quê?

Por que blogo? Por que me esmero para separar um tempinho para passear na blogosfera? Tentei contar um pouquinho lá no ciência e idéias.

21 junho, 2008

Novo tema: A blogsfera científica em português

Bom, pessoal!... Computados os votos, houve um empate entre os temas "A Blogsfera Científica em Português" e o mais momentoso "A Crise Mundial de Produção de Alimentos". Como rezam as normas eleitorais, em caso de empate, vence o mais idoso.

Então, passemos à discussão da Blogsfera Científica em português, suas virtudes, seus problemas, seu público-alvo e seu papel como meio de divulgação da ciência e suas novidades.

Eu aproveito para deixar o convite aos leitores para que mandem também suas sugestões sobre temas que gostariam de ver abordados aqui e que também participem das votações para os próximos temas.

17 junho, 2008

Uma mão na Roda...

"Tira a pedra do caminho
Serve mais um vinho
Bota vento no moinho
Bota pra correr
Bota força nessa coisa
Que se a coisa para
a gente fica cara a cara,
cara a cara, cara...
Com o que não quer ver.."
Chico Buarque, "Cara a cara"

Bom, pessoal... Ontem eu provavelmente escreveria um texto menos seco, mas esse infernal do Blogger resolveu sair do ar... Hoje, eu estou com pressa, com uma virose que me deixou na cama o dia inteiro e um humor de serpente marinha...(ou de Klingon, né Silvia?...)

A enquete está aí na barra da direita, e fecha no sábado 21 de junho. Eu tirei da votação os temas que não tiveram voto algum na última enquete.

Vamos lá pessoal!... Vamos por essa Roda para girar!...



22 abril, 2008

Pela ética ambiental

Hoje é o dia da Terra, e nós, do Faça a sua parte, estamos coordenando uma blogagem coletiva sobre essa data, que é considerada sem dúvida como uma das mais importantes do calendário ambientalista. Nesse mesmo mês, coincidentemente, o Roda de Ciência decidiu discutir sobre o papel do cientista nas decisões éticas da sociedade. E eu aproveito então a dupla oportunidade surgida para compartilhar algumas reflexões randômicas minhas, relacionadas à ética ambiental.

(Continue lendo aqui.)

03 abril, 2008

Ainda sobre ciência e ética...

Eu deveria ter ficado de boca fechada, já que eu não sou cientista e sou praticante de uma religião particularmente discutível, mas... A discussão também pode ser encarada do ponto de vista do “usuário final”, ou seja, do cidadão comum que não consegue entender direito os termos técnicos e as sutilezas do linguajar dos cientistas (mais ainda quando eles partem para a matemática...), mas que emprega em seu dia-a-dia os efeitos práticos dessa ciência: os avanços tecnológicos.

Acabei me embaralhando todo em um artigo onde eu pretendia dizer uma coisa e acabei me perdendo nos meandros de tentar explicar onde as religiões tinham ido buscar seus "dogmas" e "revelações divinas"...

Então, vamos voltar à vaca-fria e, pelo processo de exposição de idéias predominante no idioma francês, começar cada parágrafo com uma assertiva e discutí-la ao longo da exposição. (Continue lendo aqui)

01 abril, 2008

Sobre a ética dos cientistas

Aproveitando a notícia que circulou nos últimos dias sobre o fato de uma ação judicial que foi apresentada na justiça americana para impedir o funcionamento do LHC (Large Hadron Collider), com receio que os cientistas não estejam avaliando os sérios perigos desse equipamento produzir um mini-buraco negro que consumiria todo o nosso planeta, faço um comentário sobre isso no "Por dentro da Ciência". Posto essa informação aqui justamente para discutir se os cientistas realmente pensam nas conseqüências desse experimento, e mais do que isso, se pensam que é uma obrigação ética deles apresentar todos os esclarecimentos necessários?

24 março, 2008

Evolução da ética?

Muito interessante o Evolution and Human Behavior, não conhecia esta revista. Clique aqui para acessar uma página de introdução onde, entre bibliografia diversa, aparece também um belo quadro com as principais idéias sobre evolução da cooperação.
Achei melhor colocar esta referência aqui como complemento para nossas discussões. Imagino que as pessoas que estão defendendo que é possível extrair uma ética a partir do conhecimento científico estejam se referindo principalmente aos estudos sobre evolução da cooperação e psicologia evolucionária da cooperação.

Eu ainda desconfio que tais estudos são descritivos, não prescritivos. Mas fica a dúvida: dado que eu posso usar esse conhecimento para criticar a viabilidade de disseminação de regras éticas, a sua compatibilidade com (possíveis) tendências inatas humanas etc, será que isso é uma ciência da ética? Ou é apenas o equivalente trivial de dizer que se um dia uma ética prescrever que todo ser humano deveria levitar, a ciência poderia retrucar que isso não é possível (no presente momento, mas talvez um dia com levitadores magnéticos talvez).

Por outro lado, eis um genuíno problema ético: suponhamos que um dia tenhamos, graças aos avanços da psicologia evolucionária e da engenharia genética, a capacidade de manipular o genoma humano de tal modo a produzir pessoas mais altruístas (acho que isso seria relativamente fácil aumentando a densidade de células do tálamo produtoras de oxitocina). Ou seja, a realização por engenharia genética do "faça amor, não faça guerra!". E com isso acabassemos com grande parte da violência no mundo. Eticamente, deveriamos fazê-lo?

20 março, 2008

O Papel do Cientista nas Decisões Éticas

Por mais que se queira dissociar o tema deste mês do confronto "ciência vs. religião", não há como fugir a isto, uma vez que o próprio tema surgiu da atualidade da decisão que o Supremo Tribunal Federal vai ter que tomar (em minha opinião, já devia ter tomado...) sobre uma questão de suposta "ética", que, na verdade, é apenas sobre um dogma religioso.

Sendo assim, não me resta outro remédio senão analisar, desde a origem, a convivência entre "ciência e religião", uma vez que sou suspeito por ambos os "lados" desse confronto.

Eu afirmei, em comentário ao artigo do Osame, que as religiões tiveram como base a "ciência" (na sua acepção de "conhecimento adquirido"), só que as religiões não foram capazes de se adaptar ao progresso da ciência e se tornaram, mesmo, um entrave ao progresso da humanidade, quando deveriam ser, ao contrário, um esteio ético para este desenvolvimento.

Voltemos à pré-história e analisemos a "ciência" de então, para podermos avaliar de onde surgiu toda essa idéia de "religião" e qual papel ela deveria ter, bem como sua ligação com os conceitos de "moral" e "ética". (leia mais aqui)

18 março, 2008

Ética da Ciência e Ciência da Ética

Parafraseando Pareto, conceber uma Ética (ou uma religião) baseada na Ciência é gerar um monstro, no sentido de uma "criatura bizarra", uma quimera que une partes de animais diferentes.
Rubem Alves (alguém que normalmente não cito) diria que "a ciência pode ensinar como cultivar um jardim, mas não pode despertar o desejo de transformar um deserto em um jardim"... Basicamente ele relaciona o campo do desejo com as "religiões" (quer religiosas, quer seculares), ou pelo menos com a espiritualidade. Desejar demais algo é adorar...
Max Weber (ao lado) defende algo semelhante em "Ciência e Política, duas vocações": que o que o cientista pode fazer não é justificar fins mas auxiliar na análise dos meios (os meios são eficazes para tais fins?). Quem define os fins são (ou deveriam ser) as pessoas diretamente afetadas pelos mesmos, e isto é um exemplo de afirmação ética, não científica.
Eu simpatizo com as posições éticas de Peter Singer (ver Vida Ética) embora reconheço que o Utilitarismo (uma das éticas axiomáticas possíveis) possui um defeito grave: não funciona em um mundo (como o nosso) que apresenta fenômenos críticos e caóticos: ou seja, não podemos predizer se a ação que tomamos agora irá maximizar a diminuição do sofrimento no futuro. [Continue a ler aqui.]

11 março, 2008

Decisões éticas

Qual o papel do cientista nas decisões éticas?

As discussões sobre a lei de biossegurança incluíram debates sobre quando começa a vida. A visão científica se confronta à religiosa e à política. O público assiste, duvida, debate, acredita, opina.

Aborto, clonagem, transgênicos... são diversas as decisões éticas em que cientistas são chamados a opinar. Fica a dúvida: a ciência tem mesmo um papel aí, ou é mais um instrumetno de manipulação da opinião pública?


Tirei a imagem daqui.

Precisamos de sugestões de temas de discussão! Se puserem nos comentários desta postagem, anotarei para o mês que vem. Excluirei os temas que não tiveram nenhum voto este mês. Se quiser que algum permaneça, é só sugerir outra vez!
Esta roda de ciência está aberta a quem queira participar. Se você é um visitante esporádico, ajude a nos iluminar com seu conhecimento ou opinião. Para publicar um texto como parte da discussão, basta mandar uma mensagem para mariamsguimaraes arroba yahoo ponto com ponto br

21 janeiro, 2008

Rodando na ciência

Nesse mês de janeiro, o Roda de Ciência decidiu exatamente discutir sobre a rotina dos cientistas. No entanto, ao pensar sobre o tema, esbarrei numa questão simples: qual rotina descrever? Porque afinal eu já rodei em várias áreas e laboratórios diferentes pelo mundo, e não houve uma rotina "única" seguida o tempo todo. É claro, há o geralzão, mas as nuances são pungentes, e talvez elas é que sejam interessantes de serem relatadas quando se trabalha com tantas pessoas e aspectos diferentes.

Então eu resolvi escrever uma pequena série de posts sobre como foi e tem sido minha rotina na ciência nos diversos ramos e lugares por onde passei, o que fiz nos labs da vida. Quero principalmente deixar registradas as memórias que me marcaram em cada uma dessas experiências. Não vai dar pra contar tuuudo, tintim por tintim, mas vou me esforçar para pelo menos incluir eventos que de alguma forma me marcaram. No mais, será apenas um diarinho de cada experiência, sem tentar entrar em muitos detalhes bioquímicos. Espero que seja interessante.

(Publicarei sobre o tema um post por dia durante essa semana no meu blog.)

*********

Os posts da mini-série Rodando na Ciência você pode ler nos links abaixo:

- Rodando na Ciência: Viçosa
- Rodando na Ciência: Potsdam - Sampa
- Rodando na Ciência: Boston
- Rodando na Ciência: Honolulu
- Rodando na Ciência: Coréia do Sul

12 janeiro, 2008

A day in the life

Ainda não tenho um papel que me dá o direito de colocar um ", Ph.D." depois do meu nome mas a rotina de estudante de pós-graduação é algo que, apesar de diferente da de um professor ou pesquisador, contém muitas coisas em comum. Então como um contra-ponto ao post do Osame acenando lá do meio da escada fica aqui a rotina de alguém que ainda está ensaiando subir os primeiros degraus.

08 janeiro, 2008

Dia a dia de quem?


O tema da Roda de Ciência deste mês é sobre o "dia a dia do cientista". Embora no final do mês eu vá prestar um concurso aqui na USP, acho que tenho algum tempo para refletir sobre esse tal dia a dia no qual já vivo (meu Deus, tô ficando velho!) há mais de 20 anos.


OK, na verdade não tenho tanto tempo para refletir assim: além de estar estudando e preparando os pontos para o concurso, estou escrevendo um paper com o Mauro Copelli e o Leonardo Lyra Gollo sobre dendritos excitáveis, outro com o Roque, Rosa, Pedro e Adriano sobre modelos de evolução cultural (na verdade, sobre evolução da culinária), e ainda outro com o Pablo Diniz e o Alexandre Martinez sobre redes de citações bibliográficas. Sem falar na orientação de iniciação científica do Zeddy (trabalho para o Prêmio Jovem Cientista) , do Leonardo Soares (estudo de uma métrica de rede para definir sinonímia) e do Rodrigo (modelo de evolução de memes tipo branching process).


Ainda bem que consegui validar no Júpiter-USP, ontem, as notas da turma de Física I e de Estatística Básica. Hummmm.... Não falei sobre o fato de que preciso ir passear com as crianças no parquinho, amanhã, ou então levá-los para Araraquara no final de semana. OK, OK, já deu pra ter uma idéia sobre o meu dia a dia...


Vamos continuar. Mas primeiro, um pouquinho de arrogância: para definir o "dia a dia do cientista", acho melhor definir o que é um cientista. E aqui vai a opinão de pessoas que respeito: "cientista é um artesão que trabalha com idéias e conceitos".


Se forem idéias matemáticas ou lógico-formais, temos matemáticos, lógicos, teóricos da computação. Se forem idéias sobre a natureza e/ou o ser humano, temos os cientistas naturais e/ou humanos (notaram o "e" que inclui o pessoal da sociophysics como eu, por exemplo?).


Se tais artesãos trabalham com as mãos, temos os cientistas experimentais. Se trabalham com simulações computacionais, temos os cientistas computacionais. Se usam apenas lápis, papel e lata do lixo, temos os teóricos (ok, eles usam computadores também!). Se não precisam de latas de lixo, temos os filósofos... Ops, a piada não é minha, e eu não concordo com ela!


Cadê a arrogância da definição de cientista? Bom, acho que você pode chegar para mim e dizer: Olha, eu conheço um monte de cientistas que não são tais artesãos (manuais ou intelectuais). Isso é uma visão idealizada da ciência, etc e tal. Você não viu o último livro de sociologia da ciência do Bruno Latour?


Meu filho, você não entendeu: quem não se encontra dentro da definição, pode ser um técnico científico, um trabalhador científico, um professor de ciências, um administrador científico, um empreendedor científico. No problem. Apenas não é um cientista... (minha amiga Giulia diz que, enquanto professores-pesquisadores mal remunerados, somos um proletariado cognitivo).


OK, então dado que, enquanto pesquisador não ligado à Big Science, sou um artesão e não um operário no sentido marxista do termo, um artesão que tenta ensinar sua arte a seus (até agora poucos) discípulos, talvez valha a pena contar como se inicia uma vocação como essa. Continue a ler aqui.

26 dezembro, 2007

Ciência cotidiana

Em geral o que se vê da ciência são os resultados finais - os que surtiram resultado positivo. O suor, as idéias equivocadas, os momentos de angústia e de entusiasmo, as cabeçadas na parede... tudo isso faz parte do processo científico.

Abrimos aqui este espaço para que pesquisadores contem seu dia-a-dia, não-pesquisadores façam perguntas e exponham hipóteses e o que mais imaginem.


Precisamos de sugestões de temas de discussão! Se puserem nos comentários desta postagem, anotarei para o mês que vem.

Esta roda de ciência está aberta a quem queira participar. Se você é um visitante esporádico, ajude a nos iluminar com seu conhecimento ou opinião. Se quiser publicar um texto como parte da discussão, basta mandar uma mensagem para mariamsguimaraes arroba yahoo ponto com ponto br

18 dezembro, 2007

O mar em reservas

Há poucos dias, eis que me cai nas mãos uma série de relatórios didáticos sobre o estado das reservas marinhas nos EUA e no mundo, feito por um consórcio de pesquisadores das universidades de Stanford, Oregon e California (Santa Barbara e Santa Cruz). Em grossas linhas, sugere-se que o número total de reservas marinhas pelo mundo é ínfimo, a eficiência das áreas protegidas ainda precisa melhorar e o maior desafio à implementação das mesmas são entraves econômicos e sociais. Nada disso soa como novidade, eu sei, mas acredito que algumas elucidações trazidas pelo relatório cabem aqui ser discutidas.

(Continue lendo aqui.)

27 novembro, 2007

Modelos simples são mais didáticos...


O que você prefere? Um modelo realista e complicado que não te dá intuição nenhuma sobre o que está acontecendo ou um modelo simples que não descreve quantitativamente, mas sim qualitativamente um dado fenômeno?
Este é o problema clássico que os cientistas que trabalham com simulações enfrentam. No caso do estudo dos fenômenos ligados aos oceanos - e por tabela à circulação atmosférica. Mas estes autores propõe os modelos simples como uma ferramenta de trabalho importante.

El Nino and the Delayed Action Oscillator



Authors: Ian Boutle, Richard H. S. Taylor, Rudolf A. Roemer
(Submitted on 10 Mar 2006)
Abstract: We study the dynamics of the El Nino phenomenon using the mathematical model of delayed-action oscillator (DAO). Topics such as the influence of the annual cycle, global warming, stochastic influences due to weather conditions and even off-equatorial heat-sinks can all be discussed using only modest analytical and numerical resources. Thus the DAO allows for a pedagogical introduction to the science of El Nino and La Nina while at the same time avoiding the need for large-scale computing resources normally associated with much more sophisticated coupled atmosphere-ocean general circulation models. It is an approach which is ideally suited for student projects both at high school and undergraduate level.
Comments:
13 RevTeX pages, 14 .eps figures included, submitted to the American Journal of Physics
Subjects:
Atmospheric and Oceanic Physics (physics.ao-ph); Geophysics (physics.geo-ph)
Journal reference:
American Journal of Physics 75, 15-24 (2007)
DOI:
10.1119/1.2358155
Cite as:
arXiv:physics/0603083v1 [physics.ao-ph]

26 novembro, 2007

Algumas ondas marinhas virtuais

Como alguns sabem, nutro uma especial predileção pela ciência que envolve qualquer tema relacionado ao mar. Em meu blog pessoal, estou sempre que possível enfatizando aspectos científicos de biologia marinha, principalmente se tocam na delicada situação da conservação dos oceanos no mundo atual. Ou relatando experiências que vi e/ou vivi no ambiente marinho, embaixo d'água, navegando pelos mares do planeta. Então, antes de deixar aqui minha contribuição original do mês para o Roda de Ciência, resolvi fazer um "revival postístico" do que já escrevi ao longo desses 3 anos de blog sobre o tema. Escolhi 5 posts passados que mais gosto sobre o tema, e deixo os links abaixo para os interessados leitores refletirem, degustarem, discutirem e acrescentarem informações novas a eles, já que foram escritos em tempos passados e devem ter surgido novos estudos que confrontam algumas das minhas colocações. (Espero que os amigos do Roda não se importem com meu abuso virtual de textos passados.)

1) "Ser tubarão na Ásia" - Relato do cotidiano de um entreposto pesqueiro comercial taiuanês, com ênfase específica no declínio das populações de tubarões do mundo. Uma visita que até hoje me traz arrepios só de pensar.

2) "Biodiversidade marinha" - Texto mais básico sobre onde encontramos as maiores concentrações de biodiversidade embaixo d'água no mundo - e por que não somos o país da biodiversidade marinha com suas consequências filosóficas e políticas.

3) "Rastelando o mar" - Uma reflexão sobre o mar sem peixes, um delírio nada longe da realidade, infelizmente.

4) "Esbranquiçamento de corais e aquecimento global" - Nos primórdios da discussão sobre aquecimento na blogosfera e no vácuo do desastre do Katrina, resolvi lembrar uma das consequências diretas mais tristes (pelo menos para mim) da mudança climática no mundo: o esbranquiçamento de corais.

5) "Dia Mundial dos Oceanos" - Um grito de socorro vindo das bocas de quem realmente sofre com a degradação do mar. Ou uma tentativa terapêutica de não deixar que os humanos fujam de suas responsabilidades.


Divirtam-se!

25 novembro, 2007

É agora, gente!.... No final do mês!...


Via EurekAlert, mais uma matéria sobre os Oceanos:

Cientistas marinhos avisam que a segurança e a prosperidade do ser humano dependem de uma melhor sistema de observação dos Oceanos

Um apelo por um sistema inicial adequado para o produção de compreensão, previsões úteis para o público e para os responsáveis pelas politicas

(continue lendo aqui)

15 novembro, 2007

Um Oceano de Problemas


"Na terra onde o mar não bate,
não bate o meu coração.
O mar onde o céu flutua,
onde morre o Sol e a Lua,
e acaba o caminho do chão"

(Gilberto Gil, Beira Mar)

É, no mínimo, curioso que, tendo mais de 71% de sua superfície coberta por águas, este planeta seja chamado "Terra". E este "bairrismo" do ser humano vai mais longe.

Vai tão longe quanto o Sputnik 1, lançado para além da atmosfera em 04 de outubro de 1957, enquanto que o fundo da Fossa das Marianas só foi atingido pelo "Trieste" em 23 de janeiro de 1960...


(continue lendo aqui)

10 novembro, 2007

Oceanos alterados

Ações humanas têm sido devastadoras no mar, na terra e no ar. Os oceanos, com sua imensidão e sua complexidade, são motivo para sérias preocupações. É o que mostra a série multimídia de reportagens "Oceanos alterados", publicada no ano passado pelo Los Angeles Times e ganhadora do prêmio Pulitzer de reportagem explicativa de 2007.

Leia mais no ciência e idéias.

08 novembro, 2007

Mares de Minerva


OK, OK, Maria Guimarães, você venceu (com seu voto de Minerva): eu mudei meu voto na Roda da Ciência na última hora, para dar empate, mas não consegui escapar desse assunto (Mares da Terra) sobre os quais não entendo nada. Assim, para dar a minha contribuição deste mês, apenas dou o link aqui para uma busca que fiz com a palavra "Ocean" no http://www.arxiv.org/ , repositório de preprints de livre acesso que todo mundo interessado em ciência conhece ou deveria conhecer.

PS: Para eu me lembrar depois: o mito de Minerva é muito parecido com o de Ishtar. Minerva também é a deusa da guerra, ciência, poesia, tecnologia, invenção, medicina, conhecimento e comércio.


Figura: Head of Minerva by Elihu Vedder, 1896.


Ó mar salgado...

A votação deste mês empatou, como vêem na enquete à esquerda. Guardei meu voto, como costumo, para caso fosse necessário desempatar. Voto então pelos mares do planeta.

O tema é oportuno. Nestes tempos de mudança climática, muito se conta com as florestas e os mares para ajudar a reparar nossos erros. Mas eles já dão sinais de esgotamento.

E tanto mais, tanta descoberta por se fazer nesses tantos mares.


31 outubro, 2007

Estereótipo de cientista?


Nelson me disse que ando colocando muita foto de mulher bonita aqui no SEMCIÊNCIA. Bom, mas o nome do blog diz exatamente que o mesmo não é muito sério. Em todo caso, para recuperar sua seriedade científica, anoto abaixo dois papers de Natalie Harshleg, vulgo Natalie Portman.

Da Wikipedia:

Portman has said that she was "used to A's" but admits to reading about institutional grade inflation in the Ivy Leagues in the New York Times. She reported on a talk show, "I'd rather be smart than be a movie star" and that her goal was to graduate from college even if it ruined her acting career.

After high school, Portman enrolled at Harvard University where she graduated with a bachelor's degree in psychology on June 5, 2003. In 2005, Portman pursued graduate studies at Hebrew University in Jerusalem. Portman is credited as a research assistant to Harvard Professor Alan Dershowitz's The Case for Israel. She was a research assistant to Dr. Stephen M. Kosslyn's psychology lab as well, and made a cameo appearance as a guest lecturer for the Terrorism and Counterterrorism course at Columbia University in early March of 2006, discussing themes from her film V for Vendetta.[8]

Para continuar lendo, clique aqui.


29 outubro, 2007

Quem quer ser cientista?

Ter um amigo cientista deve ser legal. Mas ir à uma festa de cientistas deve ser meio pesado. Minha namorada que o diga! Por outro lado, os cientistas parecem achar qualquer festa que não seja de cientistas, um saco. Eu que o diga!

Leia mais no VQEB.

22 outubro, 2007

A Ciência Também é Humana

Faz tempo que não publico nada aqui, mas é por pura falta de tempo, pois as discussões sempre são muito interessantes.
Estou ressuscitando um texto que publique no falecido AOL, mas que está no meu blog, sobre o fato da Ciência ser uma atividade humana.
Vejam os trechos iniciais:
________________________________________
A Ciência Também é Humana


A Ciência talvez seja um dos empreendimentos humanos de maior sucesso em toda a história. Os benefícios que ela trouxe para humanidade, felizmente, superam os malefícios que a sua utilização desvirtuada e sem ética pode causar.

Por exemplo, quando foi estudada a estrutura do núcleo atômico descobriu-se uma nova fonte de energia, a energia nuclear, que transformada em energia elétrica pode beneficiar milhões de pessoas. Esse tipo de conhecimento também pode ser utilizado na construção de armas nucleares capazes de destruir cidades inteiras em apenas alguns minutos. Em outra área, os avanços na compreensão dos sistemas biológicos permitiram encontrar a cura de muitas doenças. Esse mesmo conhecimento, se utilizado de maneira errada, pode produzir armas biológicas tão letais quanto as nucleares.

Quem quiser ver mais veja no Por Dentro da Ciência

21 outubro, 2007

Mais do que elementar, meu caro Watson

Por Rogério Silva

Lendo neste domingo o jornal “O Globo”, o artigo do Arnaldo Bloch me chamou a atenção com o título “DNA é o cacete”. O artigo em sí é pequeno e pouco informativo, mas me provocou muitas reflexões. A pesquisa apresentada por Bloch deixa claro, que a intenção do “Nobel” James Watson ao afirmar que os negros são menos inteligentes que os brancos, é racista.

É claro que a ciência tem um papel preponderante no desenvolvimento da humanidade, mas paralelamente a ela encontramos a arte, o esporte, a filosofia e outras formas de expressão e desenvolvimento do pensamento humano.

Se infelizmente não encontramos negros e/ou brasileiros entre os expoentes das ciências mundiais, felizmente os encontramos em outros setores.

Contudo, emparelhar desenvolvimento mental com cor de pele e prêmios (Nobel, Oscar ou outro qualquer), me parece uma visão míope e reducionista do que o homem pode.

Leia mais em Freud Explica

20 outubro, 2007

Ser cientista

Sou cientista. Adoro falar isso às pessoas, principalmente para ver a reação de cada um. A maioria, ao ouvir essa afirmação, começa seriamente a duvidar das minhas faculdades mentais; outros, mostram preocupações de natureza econômica (é fato, a ciência não paga bem em qualquer lugar do planeta); e há aqueles ainda que acham a profissão tão glamourosa quanto astros de Hollywood, algo para pessoas "muito inteligentes, beirando a genialidade"(!). E tem ainda um último grupo, os que acreditam na versão ficção científica da coisa: ando por aí de jaleco branco e luvas roxas, dando risadas malignas, com planos para conquistar o universo e carregando tubos de ensaio saindo fumacinha, como no desenho do Dexter.

(Leia o resto aqui.)

19 outubro, 2007

Um folgado ou alguém tentando curar o câncer?

Toda vez que eu vejo termos como "representação social", "responsabilidade social", "impacto social" e outras "socializações" eu me arrepio. Não porque a discussão em si seja irrelevante ou inútil, mas porque o rumo da discussão é sempre o que podemos fazer para mudar a sociedade, como se o problema fosse da sociedade, sempre a sociedade. Acho que a questão do espaço social ocupado por um cientista em seu meio passa pela questão de como o cientista influencia seu meio. Passa pela questão da relação entre o cientista e seus clientes, seu mercado consumidor. Readaptando a frase célebre de John Kennedy, não perguntemos o que a sociedade faz dos cientistas e sim o que os cientistas fazem pela sociedade!

Continua aqui.

Elementary, dear Watson!


Mesmo com esta Roda meio bagunçada e apesar de ter dito que eu iria ficar "na arquibancada" neste tema, não consigo resistir a publicar uma matéria sobre as desastradas declarações do Dr. James Watson sobre a "inteligência dos negros".

O Adilson bem poderia tê-lo feito com seu artigo "A estupidez de um ganhador do prêmio Nobel", publicado quase que imediatamente no seu Por dentro da ciência. Mas, já que ele deixou a oportunidade passar, eu aproveito para inserir o artigo dele na discussão.

(Leia mais aqui)

10 outubro, 2007

MAD SCIENTIST


Acredito que o estereótipo mais presente na cultura (popular ou não) é o cientista louco (ver aqui para o conceito e ver aqui para uma lista de personagens na industria cultural). Obviamente é um estereótipo que prejudica bastante os cientistas e o despertar de vocações científicas, especialmente entre mulheres.

Talvez seja tempo de discutir seriamente este estereótipo, pela carga de discriminação que contém: especialmente nos quadrinhos e desenhos animados dirigidos a crianças, em uma verdadeira lavagem cerebral, os vilões são intelectuais e muitas vezes cientistas, enquanto que os mocinhos possuem poderes "naturais" (não tecnológicos), mágicos, e pouco entendem de ciência. Na melhor das hipóteses, o cientista é um ajudante do herói, um ajudante meio atrapalhado por sinal.

Mas precisamos enxergar que este estereótipo não é a-histórico, ou seja, a representação social do cientista teve variações ao longo dos séculos. Um livro que traça essa evolução, os altos e baixos do status cultural da Ciência e dos cientistas, é "A Escalada da Ciência", de Brian L. Silver. Eu o recomendo fortemente, pois faz tempo que não encontrava um livro de divulgação científica com prosa tão gostosa e profundidade nada desprezível

Para continuar a ler, ver aqui no SEMCIÊNCIA.

02 outubro, 2007

A representação social do cientista

Nas aventuras de Tintim, o professor Girassol (ao lado, tirei o desenho daqui) é a imagem do cientista. Avoado, sonhador, surdo, sentimental, ele vive num mundo à parte mas tem uma curiosidade infinita a respeito deste.

Me lembrei dele agora, quando sentei para anunciar o tema que entra na roda em outubro. O cientista aparece em filmes, quadrinhos, desenhos. Ele habita o imaginário popular sob várias formas, para o bem e para o mal. Acredito que parte da nossa missão seja desmistificar essa figura perante o público leigo.

Vamos lá!

(Quem nunca leu os quadrinhos do Tintim, aproveite agora que a Cia. das Letras está relançando a coleção - eu adoro)


Precisamos de sugestões de temas de discussão! Se puserem nos comentários desta postagem, anotarei para o mês que vem.

Esta roda de ciência está aberta a quem queira participar. Se você é um visitante esporádico, ajude a nos iluminar com seu conhecimento ou opinião. Se quiser publicar um texto como parte da discussão, basta mandar uma mensagem para mariamsguimaraes arroba yahoo ponto com ponto br

29 setembro, 2007

Incerteza estatística

As discussões desse mês no Roda de Ciência versaram sobre a dificuldade em se comunicar a incerteza. Não só aos acadêmicos, mas principalmente ao público leigo, que, acostumados ao maniqueísmo do "preto ou branco", não se sentem confortáveis com estatísticas e probabilidades que sejam diferentes e nos deixem em tons de cinza. As discussões foram excelentes e eu, aos 45 minutos do segundo tempo, deixo aqui minha humilde contribuição pessoal.

(Leia o resto aqui.)

19 setembro, 2007


"Porque nós cientistas queremos ter sempre razão?" Essa pergunta, feita por um amigo que é um grande cientista, apesar do contexto diferente (leiam no VQEB) me remeteu a discussão do mês no roda. Nós, cientistas, também fomos contaminados pela educação da dualidade, do certo e do errado. Também queremos sempre ter certeza de tudo. Também queremos ter sempre razão. O meu texto primeiro texto aqui no roda, discute muito a culpa dos outros, mas não a do próprio cientista, na comunicação da incerteza. Apesar de me policiar, vejo que muitos colegas são realmente frustrados pela incerteza e procuram a "explicação plausível", que sempre pode ser encontrada a posterióri, mas que nem sempre corresponde a realidade incerta. E, por vaidade, cometemos bem mais que um pecado capital

16 setembro, 2007

Um pouco mais de "Estilo SciAm"?


Eu acredito que em boa parte dos artigos da Scientific American essa comunicação da incerteza, da polêmica e do debate científico são feitos de forma razoável. Imagino que isto se deva ao fato de que em geral os autores são cientistas que sabem que seu artigo vai ser lido por colegas (inclusive seus adversários), de modo que tentam ser mais ou menos "fair" sem deixar de assinalar qual alternativa preferem (justificando o porquê disso). Ou seja, isso não é exatamente equivalente à "isenção" jornalistica que às vezes quer dar espaço igual para teorias desiguais (em termos de evidências).


Eu chamaria isso de Estilo SciAm. Será que as outras revistas brasileiras de divulgação científica apresentam um estilo similar? Não seria hora de tal padrão ser adotado mais genericamente?


Para ver um exemplo do Estilo SciAm, ver aqui e aqui. Digo, não o meu estilo, mas o estilo da SciAm...

14 setembro, 2007

Eu sei, mas mesmo assim...

Não sei se podemos pensar num instinto de longo prazo para a sobrevivência do grupo no caso humano, muito menos se ele costuma aflorar nas situações de crise fazendo “homens-comuns-transformados-em-heróis”, ou mesmo transformando um homem básico num anti-social.

A questão, a meu modo de ver, é que somos regidos também por um outro regime que é o regime das pulsões. Digo “também” porque também somos regidos pelo instinto do mesmo modo que cada espécime animal é.

Convém definir o conceito de pulsão para que fique claro o que pretendo dizer. De acordo com o Vocabulário de Psicanálise de J.Laplanche/J-B Pontalis, trata-se de um processo dinâmico que consiste numa pressão ou força (carga energética, fator de motricidade) que faz tender o organismo para um alvo. Segundo Freud, uma pulsão tem a sua fonte numa excitação corporal (estado de tensão); o seu alvo é suprimir o estado de tensão que reina na fonte pulsional; é no objeto ou graças a ele que a pulsão pode atingir seu alvo.

Leia mais em Freud Explica

A quem interessa?

No final de agosto foi publicado, no BMC Genomics, artigo (“Effect of active smoking on the human bronchial epithelium transcriptome”) cuja chamada alertava para o fato de que ex-fumantes ainda estavam em risco. Assim a notícia alastrou-se por toda a imprensa...

Para continuar a ler vá até o Pitáculos

10 setembro, 2007

Sei ou não sei? Eis a questão!


(...) O meu professor de estatística dizia que o problema é que nós não fomos educados a conviver com a incerteza. Durante toda nossa educação formal, fomos obrigados à escolher entre o 'certo' e o 'errado'. Não nos ensinaram que as coisas, muitas delas, eram (e sempre serão) 'incertas'. Aprendemos a fazer aproximações, aprendemos a escolher entre o 'certo' e o 'errado'. Mas não aprendemos que entre os dois existe o 'incerto'. Aliás, é muito pior, aprendemos a ignorar o incerto, ou tortura-lo até que se torne 'certo' ou 'errado'. O resultado é desastroso: a grande incapacidade da maioria das pessoas de entender a ciência.

Leia mais no VQEB.

09 setembro, 2007

Bom... Já que ninguém topou a provocação...


"Estar consciente de sua própria ignorância é um grande passo para o conhecimento".
Bejamin Disraeli, "Sybil"


Eu adoraria iniciar este artigo com uma citação de Isaac Asimov, de um de seus artigos sobre a "relatividade do erro", mas minha biblioteca ficou em Araruama... Nele, Asimov nos lembra que somos, desde a mais tenra idade, a aceitar "absolutos": isto é "certo"; aquilo é "errado".

A título de exemplo, ele apresenta o caso hipotético de uma prova de matemática elementar, onde aparece a questão: "2+2=?". Joãozinho responde "azul" e Mariazinha responde "3,99999..." Pelas regras em vigor, ambas as respostas estão "erradas", mas a de Mariazinha está "quase certa".

(leia mais aqui)

02 setembro, 2007

Cadê minha certeza que eu deixei aqui?...

Ah!... Como tudo era bom e simples, antigamente. Tudo em seus lugares certos. Um Deus "todo-poderoso" tinha criado a Terra, bem no meio de tudo que havia, posto um Sol para iluminar o dia e uma Lua para não ficar escuro demais de noite. E um monte de luzinhas cintilando naquele telhado para nos orientar durante as viagens e prover maneiras de adivinhar o que ia acontecer no futuro...

Os filósofos discutiam se primeiro existiu a idéia, ou se a idéia nasceu da constatação das coisas. Mas, em uma coisa todos eram unânimes: tudo está como sempre foi e nunca vai mudar. Existem coisas vivas que nascem, crescem, envelhecem e morrem. E existem coisas que não são vivas e não mudam nunca.

Qualquer um podia constatar: existiam coisas duras, com formas definidas, coisas moles com formas maleáveis, coisas que não dava para segurar nas mãos, como a fumaça e os vapores, e aquela substância misteriosa, roubada dos Deuses, que era assustadora, mas extremamente útil: o fogo.

(continue lendo aqui)

Setembro: comunicar incerteza

Quem faz ciência sabe que costuma ser atividade longe de exata. Parte-se do conhecido para o desconhecido, ora por rotas tortuosas, ora por becos sem saída. As conclusões nunca são certezas; são saberes prováveis até que algo melhor apareça.

Mas isso tudo desaparece na ciência que chega ao público leigo. Ao ler notícias parece que as descobertas caem prontas no colo dos cientistas e que não resta margem para dúvidas.

Fica aí espaço para muito debate: é importante comunicar a dúvida? É possível?

A foto acima é de io2, em flickr.


Precisamos de sugestões de temas de discussão! Se puserem nos comentários desta postagem, anotarei para o mês que vem.

Esta roda de ciência está aberta a quem queira participar. Se você é um visitante esporádico, ajude a nos iluminar com seu conhecimento ou opinião. Se quiser publicar um texto como parte da discussão, basta mandar uma mensagem para mariamsguimaraes arroba yahoo ponto com ponto br

1 ano com a Roda girando

Em agosto, o Roda de Ciência completou 1 ano de existência e muitas discussões. Ao longo desse período, um total de 9 grandes temas foram abordados sob a forma de posts pelos blogs participantes. Mas a Roda não teria girado bem apenas com os posts: são os comentários que acrescentaram à discussão a devida diversidade. A todos, participantes, comentaristas, leitores e interessados que frequentam este espaço, fica aqui o nosso muito obrigado pelo papo descontraído num tema árido da imprensa geral: a ciência.

*********************

Para comemorar a data, alguns dos participantes celebraram o aniversário do blog homenageando-o ou divagando sobre sua discussão "predileta". Não interessa o formato: o momento especial liberta de regras rígidas. Começo então pelas palavras da Silvia, que relembrou o quão artístico e leve também deve ser esse espaço (e a ciência, de tabela, quando possível):


"Estar Roda, além de escrever e se arriscar pelo mundo das cantigas...pinta, borda e faz o que for preciso para divulgar ciências!

Um exemplo de suas travessuras foi o tema escolhido para ser desenvolvido nos meses de Outubro e Novembro: 'Arte e Ciências'. Houve de tudo um pouco, desde poesias e poetas, indicações literárias e de sites, até visitações a museus virtuais (ou não). Vale a pena conferir (ou reler - aos sempre bem-vindos freqüentadores assíduos!).

Gostaria de fazer uma chamada especial ao post de Lucia Malla, sobre as fotografias premiadas no 'Shell Wildlife Photographer of the Year 2006". Um passeio aos ohos e à consciência ecológica, tão em voga nos tempos atuais de mudanças climáticas!"



Ao que veio a Maria e resumiu (como só ela consegue!) a nossa discussão de estréia, quando tudo ainda era um meio-teste e a empolgação era larga para divulgarmos idéias há tanto tempo engasgadas:

"O primeiro tema que discutimos nesta roda foi justamente a ciência e sua divulgação. Foi animado e cheio de contribuições. Pena que algumas das pessoas iniciais tenham desaparecido... Fica aqui uma pequena amostra.

Começamos discutindo como divulgar e discutir ciência de forma rigorosa e interessante. O caminho é cheio de armadilhas – como o catastrofismo que reina, por exemplo quando o assunto é meio ambiente.

Para o Daniel não há nada democrático como a ciência e os blogues vêm aumentar ainda mais a possibilidade de diálogo entre especialistas e leigos.

A Lucia acha que o pensar científico devia ser aprendido na escola, e a divulgação tem um papel importante em remediar esse vácuo. À medida em que o acesso à ciência deixa de ser passivo surgem diálogos entre cientistas, leigos e cientistas e aí que a coisa vai funcionar. Espero que se torne menos rara a infinita curiosidade de que o João Carlos é exemplo.

Os blogues têm a vantagem de permitir o contato direto entre pesquisador e leigo, como comentou o Anselmo. Segundo o Daniel os blogues derrubam as hierarquias e as pessoas não estão habituadas a isso. O visitante Bruno H confirma: ele diz que as pessoas só deixam comentários quanto têm opinião formada. Uma pena.

Divulgação é ciência e é literatura, como disse a Silvia! E somos felizmente todos otimistas quanto a seu potencial. Senão não estaríamos aqui...



O João Carlos finaliza a homenagem ao aniversário do blog com um pouco da arte que a Silvia quis ressaltar, presente em posts e pelo visto na cabeça dos cientistas que escrevem por aqui - somos humanos, ora pois.

"Pois é... O "Roda de Ciência" já tem um ano... E tudo que me vem à mente é um trecho de "A História do Cerco de Lisboa", de Saramago:

«É o que tem o tempo, corre e não damos por ele, está uma pessoa por aí ocupada nos seus quotidianos, subitamente cai em si e exclama, meu Deus como o tempo passa, ainda agora estava o rei Salomão vivo e já lá vão três mil anos.»

Quisera eu que realmente fossem três mil anos!... Quem sabe, conseguiríamos chegar a alguma conclusão. Mas - que digo eu?!... - ao contrário: é exatamente essa "incompleitude" que faz do "Roda de Ciência" algo tão agradável de ler e nos compele a comentar, pesquisar, discutir, filosofar como nos tempos dos gregos antigos.

Meus parabéns ao "nosso bebê"!... Que cresça forte e saudável, e que continue arrebanhando novos colaboradores e críticos... E obrigado aos criadores da idéia por me permitirem expor as minhas.



Nada mais cabe aqui que agradecer à participação de todos que fazem a Roda de Ciência ser cada vez mais um porto seguro de discussão científica (e de temas congêneres) na blogosfera brasileira, torcendo para que mais um ano de discussão enriquecedora se desenrole nesse espaço.

E como não pode faltar em uma comemoração, mesmo virtual:

Tin-tin à Roda de Ciência!