05 maio, 2007

O que são raças?

As pessoas costumam ter opiniões fortes sobre raças humanas. Ao ler sobre o assunto e vê-lo discutido, porém, me chama a atenção a falta de clareza sobre conceitos. Acho que é um daqueles tópicos em que duas pessoas podem se matar ou odiar-se para sempre sem saber que no fundo concordam. Que o problema é em parte semântico. Por isso, antes de começar qualquer reflexão, vou tentar pôr as cartas na mesa.

Leia mais no ciência e idéias.

27 comentários:

João Carlos disse...

Maria, me desculpe, mas a mim pareceu que você mesma não definiu o que seriam "raças"...

No meu entendimento de leigo, existem três tipos, razoavelmente distintos, de Homo Sapiens Sapiens: caucasóides, negróides e mongolóides.

Mas, em tanmto quanto eu saiba, as diferenças do DNA são menores do que entre um cão Rotweiller e um Fila, por exemplo.

Existe uma certa confusão no conceito de "raça" (quando se trata de humanos) que mistura características biológicas e culturais. E ainda há que se levar em conta que os povos da época dos primórdios da história eram, essencialmente, nômades, o que força a existência de inter-influências genéticas e culturais.

Em resumo, eu devolvo a pergunta: o que é "raça"?

João Alexandrino disse...

Olá João Carlos,
qual a definição biológica de raça? A resposta é: não existe uma definição precisa de raça. Categorias taxonómicas infra-específicas (sub-espécie, variedade/raça, forma) têm sido usadas desde Lineu mas sem critérios bem definidos. Por essa razão, existe discordância entre sistematas e taxonomistas sobre a utilidade dessas categorias taxonómicas. Mas pode dizer-se que, no mínimo, essas categorias seriam definidas com base em algum atributo ou atributos (tradicionalmente cor e /ou forma) que permitissem distinguir uma ou mais populações de outras da mesma espécie. Aí está uma definição geral do que seria raça, biologicamente falando.
Abs.

Maria Guimarães disse...

João Carlos, vou copiar do meu texto lá no ciência e idéias: "O artigo dos geneticistas mostra que é possível distinguir geneticamente grupos continentais - africanos, europeus e ameríndios, no caso. Para mim, essas são as raças. O brasileiro é uma mistura, tudo bem, mas isso não prova a inexistência dessas raças originais."
não importa qual é a medida da divergência genética. importa é que é possível distinguir com facilidade.

Lucia Malla disse...

Mas... se há só essas 3 raças de acordo com o artigo, onde entram os asiáticos? Em minha opinião, se há uma raça biologicamente definida (principalmente no que concerne ao fenótipo de vias metabólicas diferenciadas, etc.) é a dos povos asiáticos. Como é q fica?

P.S.: Não consegui ler o artigo original pq aparece o link do Scielo pedindo login, e eu não tenho. :(

Maria Guimarães disse...

esse meu texto tipo associação de idéias escrito quando eu já devia ter ido dormir pelo visto só criou confusão.
os geneticistas que citei acham que raças não existem. existem grupos continentais - em todos os continentes, ásia inclusive.
os 3 que citei são os principais na composição do brasileiro atual.
e são os grupos continentais, que são distintos geneticamente e a olho nu, que eu não vejo problema em chamar de raças.
vou te mandar o artigo por e-mail. será que precisa estar no brasil pra ter acesso ao scielo?

Carlos disse...

Raça biológica já é um conceito confuso demais; imagina o conceito de raça dentro da espécie humana.

Em nível específico as minúcias morfológicas que separam uma espécie da outra, muitas vezes são tão imperceptíveis que careçemos de análises multidimensionais para conseguirmos distinguí-las, além da corroboração de outros tipos de fontes de variação, como a genética e a bioquímica.


Em se tratando da espécie humana a coisa se complica ainda mais.
Só para se ter uma idéia encontramos mais variação na forma do crãnio, quando comparamos duas populações negras africanas do que quando comparamos qualquer população negra daquele continente com populações "brancas" de outros continentes.

Caucasóide, negróide e mongolóide, são denominações baseadas principalmente na forma do crãnio. O exemplo citado acima já desmonta essa categorização.

Infelizmente quando se fala das "raças humanas", releva-se aquelas diferenças baseadas na cultura, cor da pele, tipos físicos, e etc. Essa tendência já trouxe, e continua trazendo, problemas demais para a nossa espécie.

Maria Guimarães disse...

mas carlos, se eu puser um nigeriano, um japonês e um italiano na sua frente, você não sabe me dizer qual é qual? como você denomina esse conjunto de características?

João Alexandrino disse...

Não existe um conceito de raça biológica, sendo que a única exigência é que seja diagnosticável. Raças não têm de ser entidades (populações) discretas como as espécies, podendo apresentar gradientes entre si. Uma espécie poderá compreender (ou não!) raças, mas não existe a necessidade que todos os indivíduos (ou populações) pertençam a uma das raças reconhecidas. Assim, indivíduos com características intermédias podem ser excluídos deste tipo de categorização.

Abs.

Anônimo disse...

Olá

Vocês estão esquecendo que o aspecto fundamental da definição de raça é que ela é uma espécie de "meio-caminho" para especiação. Tem algo isolando populações e isso provoca a diferença entre elas, embora não seja suficiente para separar espécies.
Raças humanas não existem. Existem etnias, não raças. O preconceito é étnico, social, mas não racial. Já passou da hora de jornalistas/cientistas passarem a usar o termo correto, pois o simples uso do termo "RAÇA" implica na ocorrência de uma segregação que não é real no Brasil.
Se não houvesse mistura entre etnias até poderia ser o caso, mas que houve a mistura já foi provado historicamente e reforçado pelas pesquisas da procedência de mtDNA vs cromossomo Y da UFMG, e diversas outras.
Recomendo a leitura do livro "NÃO SOMOS RACISTAS", de Ali Kamel. Ele dá um tratamento do assunto bem geral para leigos.
Chega, é um contrasenso e um desrespeito continuar usando o argumento do racismo para justificar qualquer ação afirmativa no Brasil. O problema é social e não há porque criar mais conflitos do que já temos: o conflito entre classes (é, entre classes, preconceito, classismo) já é mais do que suficiente, não precisamos gerar agora conflitos entre descendentes mestiços de populações de imigrantes que chegaram há centenas de anos (conflito ÉTNICO).
Parem com isso, pô.

Anônimo disse...

PS Se vocês não são capazes de imaginar o que significa essa falta de respeito, recomendo que consultem os censos para a composição étnica e histórica das regiões sudeste e sul e depois analisem quem é que se F*** ali. Uma parte significativa da população foi trabalhadora braçal e descendente de europeus pobres, e isso se mantém em vários locais, o estigma do "polaco", do italiano que apanhava dos afrodescendentes na rua porque ia "roubar o emprego deles" (sim, há esse registro histórico), do colono alemão que ficou isolado por conta da fama da sua procedência (e o preço desse isolamento é pago hoje pelo resultado do endocruzamento nos descendentes dessas comunidades).

ALÉM DE TUDO, foi divulgada uma pesquisa realizada pela UFSCAR em que se demonstrava que a distribuição de renda e educação entre "fatias" de população que se consideravam negras e brancas era exatamente igual, só o que variava era a proporção da população que usava esses termos para se definir. Para quem não se lembra, quando as distribuições são estatisticamente iguais, isso significa que provavelmente as duas amostras pertencem AO MESMO CONJUNTO, ou seja, ao conjunto étnico brasileiro da população do interior de São Paulo que foi analisado - independente de sua origem étnica.

CHEGA, POVO.
CHEGA, É SÉRIO.

Rogério Silva disse...

O anônimo tem razão em esbravejar no que se refere à raça humana. Nem a biologia nem a antropologia física dão conta do que é de cunho muito mais das ciências sociais do que de outra ordem.
Encontrei no texto de Sérgio Becker “A superioridade racial de uma classe social” http://www.espacoacademico.com.br/026/26cbecker.htm as idéias que me fazem dar razão ao anônimo. Ele coloca assim:
“A teoria da raça pura, em desuso, era uma teoria globalizante, onde o domínio do mundo através da dissolução de um anterior é levado a termo pela guerra mundial.
Aqui no Brasil nós mesmos temos uma idéia globalizada de que somos uma nação ideal e que vivemos numa sociedade sem segregações, por sermos um povo miscigenado. É o ponto cego de vista. É só disto que a elite, mais unida do que nunca em torno de um ideal econômico, necessita para segregar.
A imagem da "democracia racial", "cadinho de raças", vem do exterior para se incorporar ao nosso cotidiano. Era uma visão européia, colonizante. Hitler também não era alemão. Esse modelo ideal da imagem de si dos brasileiros é uma deturpação absoluta promovida por uma leitura falaciosa dos escritos de Charles Darwin, que permaneceu vivendo no nosso país 8 meses no século XIX, na enseada de Botafogo no Rio. Foi aqui que encontrou a prova real que precisava para provar a teoria da seleção natural, que demonstra o caráter variável da raça humana e como isso é uma função na evolução das espécies. Está escrito em sua obra "A origem do homem".”
E finaliza dizendo:
A dupla face do ideal da globalização tem seu campo de concentração: o de capital. É o modelo de segregação do protecionismo racista, como afirma Veríssimo. Surge com a globalização, o racismo na ausência de raças.
Não existem raças humanas, o que existe é a raça humana.

Maria Guimarães disse...

tá, existe a raça humana. e a espécie, qual é? nos reúne com aqueles que são geneticamente mais próximos?
darwin era anti-racista, ficou horrorizado com a escravatura no brasil e achava que somos todos humanos. nunca li "A origem do homem" inteiro, então pergunto ao rogério: ele negava mesmo a existência de raças? sei que tinha dificuldade em explicar o salto evolutivo entre nós e os outros primatas.
concordo com muito do que o anônimo disse, mas fica para mim o gostinho de tabu. "raça" é simplesmente uma palavra que não pode ser dita. "etnia" pode. mas nesse caso são sinônimos, certo? mas um dos termos é politicamente correto. é isso?
em outros animais a formação de híbridos entre raças nunca é usada como argumento de que as raças não existem.
agora, que no brasil a separação já não faz sentido, disso os argumentos do sérgio pena já me convenceram.

Rogério Silva disse...

Maria
“tá, existe a raça humana. e a espécie, qual é? nos reúne com aqueles que são geneticamente mais próximos?”
A que biologia você se reporta? Até onde eu sei, na história da ciência, a classificação dos seres vivos começa na Zoologia e na Botânica. Era importante encontrar categorias maiores por sua vez subdivididas em categorias menores e subcategorias e assim adiante. Os termos para designar as categorias são como todos os fenômenos lingüísticos convencionais e arbitrários. Assim as principais categorias foram as divisões filo e sub-filo, a classe, a ordem e a espécie. Como homens, pertencemos ao filo dos cordados, ao sub-filo dos vertebrados (como os peixes), à classe dos mamíferos (como as baleias), à ordem dos primatas (como os grandes símios) e à espécie humana (homo sapiens) como todos os homens e todas as mulheres que habitam nossa galáxia. Somos espécie humana porque formamos um conjunto de seres, homens e mulheres capazes de constituir casais fecundos, isto é, capazes de procriar, de gerar outros machos e outras fêmeas. Sem a classificação, não é possível falar de milhões de espécies de animais do universo conhecido. Para responder a sua pergunta, apenas, no seio da espécie homo-sapiens (homo sábio), a que pertencemos, somos hoje cerca de 6 bilhões de indivíduos.
“concordo com muito do que o anônimo disse, mas fica para mim o gostinho de tabu. "raça" é simplesmente uma palavra que não pode ser dita. "etnia" pode. mas nesse caso são sinônimos, certo? mas um dos termos é politicamente correto. é isso?”
O termo “politicamente correto”, para mim apresenta um certo problema, principalmente em se tratando de Brasil. Será que politicamente e correto podem andar juntos?
Se a biologia moderna concluir que os conceitos utilizados pelo naturalista sueco, Carl Von Linné (1707-1778), não prestam mais para a classificação na botânica e na zoologia e apresentar um novo processo de classificação que determine a existência de várias espécies humanas e por conseguinte muitas raças para cada espécie, não seria o caso de refazer toda classificação botânica e zoológica? Qual o problema de uma espécie e uma raça?
abs rogério

Maria Guimarães disse...

rogério, não entendi nada! você está tratando espécie e raça como sinônimos?
há sim ramos da biologia moderna que argumentam que o sistema de lineu já não serve diante do conhecimento atual. mas não concordo com eles e não vou entrar nisso.
haver subgrupos fenotípicos dentro de uma espécie não é um problema. existe em muitas espécies de animais e existe em plantas, só que aí o termo usado é "variedades".
por que escolheríamos para humanos um termo diferente do resto dos animais? não somos uma entidade separada na evolução, como o darwin achava.

Rogério Silva disse...

separada não, mas diferenciada sim.
essa diferenciação é que provoca tudo isso, por ex. 1 espécie, 1 raça, mas não sinônimo.

Maria Guimarães disse...

rogério- me desculpa, mas até onde enxergo o argumento é puramente dogmático.

Anônimo disse...

*1 ESPÉCIE = Homo sapiens
* Homo sapiens sapiens para os íntimos, se considerado que existem subespécies como neanderthalensis e floresiensis (isso é discussão - separar subespécies significa admitir que essas três eram capazes de cruzar entre si e gerar descendentes férteis)
* raça não existe, só se considerar q subespécie (sapiens, floresiensis etc) = raça -> atualmente há somente 1 RAÇA
Sim, etnia e raça são termos diferentes e não, etnia não é o termo "politicamente correto", é biologicamente e historicamente correto também.
Raças são bem definidas em outros animais como os cães pq mesmo cruzando entre si é possível detectar uma diferença genética significativa entre esses grupos, oq não acontece entre as "raças" humanas. O termo "raça" pode ser aplicado a populações, neste caso temos 23 bem caracterizadas
http://en.wikipedia.org/wiki/Image:Neighbor-joining_tree.jpg
O conceito de "populações fenotipicamente similares entre si e diferentes de todas outras" é do Mayr (69) e está meio desatualizado pq é anterior à idéia firme de Sistemática Filogenética, mas mesmo assim seria incompatível com a situação da espécie humana, pois não há essa separação de "populações fenotipicamente similares entre si", como se pode verificar ao analisar por exemplo os armênios, e por aí vai.
É reforçado q o preconceito é étnico porque como as raças no Brasil são pouco definíveis com base na aparência, um indivíduo é mais discriminado conforme se pareça mais com um ou com outro grupo, conforme o sotaque com que fala e sua forma de vestir.
A teoria do Harris é bem intencionada mas é cheia de balela querendo comprovar um problema q na realidade NÃO É RACISMO

João Alexandrino disse...

Anónimo (pena que assim seja),

subespécies são diferentes de raças, embora sejam duas categorias para as quais não existem conceitos bem definidos. Subespécies distintas estariam mais próximo de serem especies que raças distintas. Como afirmei atrás, para distinguir raças não é necessário a separação de todas as populações de uma espécie em raças distintas, simplesmente porque é normal existirem radientes de variação provocados pela ausência de isolamento reprodutivo, dificultando a inclusão de formas/populações intermédias. Por outro lado, não é lícito comparar raças (cães, humanos ou outras) relativamente a uma métrica de diferenciação, pois não é esse critério que pode levar à decisão da existência de raças. Talvez você saiba (ou não) que é aceite dentro da comunidade de biólogos da evolução que não é possível aplicar métricas de diferenciação (genética ou fenotípica) na distinção de grupos evolutivos. Você pode ter grupos com grandes diferenças entre si que são espécies ou não, e pode ter grupos pouco diferenciados que podem também espécies ou não. Felizmente que a evolução é um processo complexo!

Etnia e raça não são conceitos semelhantes. A prova será encontrada se você se puser a si próprio a seguinte questão: será que grupos de populações com características genéticas e fenotípicas que as distinguem de outras populações correspondem a etnias, i.e., existem etnias únicas nos grupos de populações da europa ocidental, sudeste asiático e áfrica sub-sahariana? A resposta é claramente não, concluindo-se que os grandes grupos populacionais continentais encerram dentro de si grande diversidade, não só étnica como também genética e fenotípica. Mas é falso que esta diversidade intra-grupos impeça a distinção destes grandes grupos populacionais (que alguns sistematas chamariam de raças, tratando-se de qualquer outro organismo), como nos anunciaram Lewontin, Templeton e outros. Mais uma vez porque não é possível aplicar métricas contínuas (ex: % de variação) para identificar entidades mais discretas entre si (espécies) ou menos discretas entre si (subespécies, raças ou variedades).

A racialização histórica da humanidade, ou a sua completa negação, com base na biologia, assenta na falácia naturalista de que a ética deve seguir a realidade natural. O que é mais curioso, é que as humanidades muitas vezes seguem igual raciocínio, o que sugere que estamos ainda diante de uma limitação humana profunda em gerar padrões éticos para lá da nossa herança biológica.

Maria Guimarães disse...

o final do comentário do joão me lembrou algo que li ontem, no "gene egoísta":
"se o leitor desejar, como eu, construir uma sociedade em que os indivíduos cooperem generosa e desinteressadamente para o bem-estar comum, ele não deve esperar grande ajuda por parte da natureza biológica. tratemos então de ensinar a generosidade e o altruísmo, porque nascemos egoístas. tratemos de compreender o que pretendem os nossos próprios genes egoístas, pois só assim teremos alguma chance de perturbar os seus desígnios, algo que nenhuma outra espécie jamais aspirou fazer. [...] é um erro supor que os traços herdados geneticamente são, por definição, fixos e inalteráveis. os nossos genes podem nos instruir a sermos egoístas, mas não somos necessariamente forçados a obedecê-los a vida toda"

desta vez eu concordo com o dawkins e acho que o mesmo se aplica a racismo. a evolução favorece que a gente reconheça grupos e favoreça o seu próprio em detrimento do outro - por motivos diversos, diferentes do errôneo "para o bem da espécie". mas isso não quer dizer que tenhamos, hoje, que ser racistas. temos a capacidade de reconhecer os grupos e, a partir disso, lutar pela igualdade de direitos.
não somos prisioneiros dos nossos genes, e é isso que muitos não biólogos têm dificuldade de entender.

Anônimo disse...

Journey of Man: A Genetic Odyssey
Segundo a national geographic e Science and Nature, raca nao existe.
.



http://www.youtube.com/watch?v=OV6A8oGtPc4 - parte 1

http://www.youtube.com/watch?v=ybji0axp6s0&mode=related&search= -parte 2

http://www.youtube.com/watch?v=M25Ez4HW104&mode=related&search= -parte 3

http://www.youtube.com/watch?v=BA3aINMIWMw&mode=related&search= -parte 4

http://www.youtube.com/watch?v=0m2-RwYXkWg&mode=related&search= -parte 5

http://www.youtube.com/watch?v=N0QDrODnN6g&mode=related&search= -parte 6

http://www.youtube.com/watch?v=EMzaQhqHYnM&mode=related&search= -parte 7

http://www.youtube.com/watch?v=xhZ7zaT5hvU&mode=related&search= -parte 8

http://www.youtube.com/watch?v=QV3Ws7pyJUI&mode=related&search= -parte 9

http://www.youtube.com/watch?v=nNlvzhfQex0&mode=related&search= -parte 10

http://www.youtube.com/watch?v=8KzroCQVDoI&mode=related&search= -parte 11

http://www.youtube.com/watch?v=jl-bnnES42U&mode=related&search= -parte 12

http://www.youtube.com/watch?v=AT6XsVnuz6o&mode=related&search= -parte 13

Anônimo disse...

Spencer wells O MAIS respeitado geneticista
Fonte:
Spencer wells
Geneticista e antropologista americano.
O mesmo materia esta disponivel na National Geographic, Science and Nature.

http://utopia.utexas.edu/articles/alcalde/wells.html?sec=science&sub=biology
http://einside.kent.edu/files/Feb192007/spencerwellscrop.jpg

is a geneticist and anthropologist, and an Explorer-in-Residence at the National Geographic Society. He leads The Genographic Project.

Wells did his Ph.D. work under Richard Lewontin, and later did postdoctoral research with Luigi Luca Cavalli-Sforza and Sir Walter Bodmer. His work, which has helped to establish the critical role played by Central Asia in the peopling of the world, has been published in journals such as Science, American Journal of Human Genetics, and the Proceedings of the National Academy of Sciences.

Trivia

Completed his postdoctoral fellow at Stanford University (1994-1998).

Earned his Ph.D in biology at Harvard University in 1994.

Entering the University of Texas at Austin at the age of 16 he graduated in 1988 with a B.S in Biology.

Research fellow, Oxford University, 1999-2000.

Was raised in Lubbock, Texas.

Wells addresses these issues in a new book, The Journey of Man: A Genetic Odyssey, and a National Geographic documentary of the same title.

ESTA MAIS QUE PROVADO QUE RACA NAO EXISTE>

Anônimo disse...

Imperdivel!!!!!!!!
http://www.youtube.com/watch?v=4DHxhSr7un0 - Part 1A
http://www.youtube.com/watch?v=umDgZMNOK7g Part 1C
http://www.youtube.com/watch?v=HEv7sxJ8Iec - Parte 2

O documentario esta meio querbrado mas eh esclarecedor!.

Infelizmente nao tenho como colocar aqui o documentario saiu no History channel,semana passada onde define melhor o termo "raca"SUPER ATUAL , essa informacao ainda nao chegou nas maos de muitos no brasil.

raça não exite
raça não exite
raça não exite

Rosangela disse...

por favor, alguém que tenha ou saiba onde encontrar o vídeo "the journey of man, a genetic odyssey" com legenda em português divulgue.

Anônimo disse...

Olá, primeiramente fico feliz por encontrar espaços para debate de uma temática tão complexa como essa, no mais me restrinjo a dizer que concordo com a autora no sentido de que não existem raças, mas existem algumas coisas que deixaram dúvida e vejo como equivocos em muitas opniões, se o problema é puramente social, por que nas pesquisas e dados que temos vimos uma diferença real e absurda entre pessoas de pele escura e brancos em universidades e lugares de destaque na sociedade? O que gerou isso? E o que essa situação gera na sociedade ? Tenho observado algumas discussões como se tudo fosse criado do nada e não levasse a nada...Esse bem vinvo ao país das maravilhas , nunca leva a algum argumente firme sobre a questão que mexe com so calafrios de nossa sociedade " cotas".No mais eu espero mais comentários relacionados , a concordancia ou não com as cotas, e seus argumentos.Grato pela atenção...
.

Anônimo disse...

Se o conceito de raça não existe ou se o negro é mais inteligente ou mais burro que o branco não me incomoda. O que me incomoda é esse meu cabelo duro igual a palha de aço.
Meu cabelo é duro e áspero. R$ 100,00 de escova progressiva e Hene toda semana + tratamento de hidratação. Cansei de gastar dinheiro e tantas horas. Hoje raspo a minha cabeça semanalmente. Sou mulato e não gosto disso. Sabe pq sou racista? Não gosto da minha cor marrom nem do meu cabelo nem do meu nariz largo e achatado. Freire fala da democracia racial através da miscigenação racial porque ele não tem o nariz que eu tenho. Sou mulato e não gosto disso. Minha mãe branca se casou com um negro pq tinha dinheiro e aqui estou eu com esse meu cabelo duro e com esse sentimento de revolta. Pq nao nasci branco? O que eu fiz para merecer isso?

Anônimo disse...

Se o conceito de raça não existe ou se o negro é mais inteligente ou mais burro que o branco não me incomoda. O que me incomoda é esse meu cabelo duro igual a palha de aço.
Meu cabelo é duro e áspero. R$ 100,00 de escova progressiva e Hene toda semana + tratamento de hidratação. Cansei de gastar dinheiro e tantas horas. Hoje raspo a minha cabeça semanalmente. Sou mulato e não gosto disso. Sabe pq sou racista? Não gosto da minha cor marrom nem do meu cabelo nem do meu nariz largo e achatado. Freire fala da democracia racial através da miscigenação racial porque ele não tem o nariz que eu tenho. Sou mulato e não gosto disso. Minha mãe branca se casou com um negro pq tinha dinheiro e aqui estou eu com esse meu cabelo duro e com esse sentimento de revolta. Pq nao nasci branco? O que eu fiz para merecer isso?

Rogério Silva disse...

Anônimo
Você nasceu...