Hoje é o dia da Terra, e nós, do Faça a sua parte, estamos coordenando uma blogagem coletiva sobre essa data, que é considerada sem dúvida como uma das mais importantes do calendário ambientalista. Nesse mesmo mês, coincidentemente, o Roda de Ciência decidiu discutir sobre o papel do cientista nas decisões éticas da sociedade. E eu aproveito então a dupla oportunidade surgida para compartilhar algumas reflexões randômicas minhas, relacionadas à ética ambiental.
(Continue lendo aqui.)
22 abril, 2008
03 abril, 2008
Ainda sobre ciência e ética...
Eu deveria ter ficado de boca fechada, já que eu não sou cientista e sou praticante de uma religião particularmente discutível, mas... A discussão também pode ser encarada do ponto de vista do “usuário final”, ou seja, do cidadão comum que não consegue entender direito os termos técnicos e as sutilezas do linguajar dos cientistas (mais ainda quando eles partem para a matemática...), mas que emprega em seu dia-a-dia os efeitos práticos dessa ciência: os avanços tecnológicos.
Acabei me embaralhando todo em um artigo onde eu pretendia dizer uma coisa e acabei me perdendo nos meandros de tentar explicar onde as religiões tinham ido buscar seus "dogmas" e "revelações divinas"...
Então, vamos voltar à vaca-fria e, pelo processo de exposição de idéias predominante no idioma francês, começar cada parágrafo com uma assertiva e discutí-la ao longo da exposição. (Continue lendo aqui)
Acabei me embaralhando todo em um artigo onde eu pretendia dizer uma coisa e acabei me perdendo nos meandros de tentar explicar onde as religiões tinham ido buscar seus "dogmas" e "revelações divinas"...
Então, vamos voltar à vaca-fria e, pelo processo de exposição de idéias predominante no idioma francês, começar cada parágrafo com uma assertiva e discutí-la ao longo da exposição. (Continue lendo aqui)
01 abril, 2008
Sobre a ética dos cientistas
Aproveitando a notícia que circulou nos últimos dias sobre o fato de uma ação judicial que foi apresentada na justiça americana para impedir o funcionamento do LHC (Large Hadron Collider), com receio que os cientistas não estejam avaliando os sérios perigos desse equipamento produzir um mini-buraco negro que consumiria todo o nosso planeta, faço um comentário sobre isso no "Por dentro da Ciência". Posto essa informação aqui justamente para discutir se os cientistas realmente pensam nas conseqüências desse experimento, e mais do que isso, se pensam que é uma obrigação ética deles apresentar todos os esclarecimentos necessários?
24 março, 2008
Evolução da ética?
Muito interessante o Evolution and Human Behavior, não conhecia esta revista. Clique aqui para acessar uma página de introdução onde, entre bibliografia diversa, aparece também um belo quadro com as principais idéias sobre evolução da cooperação.Achei melhor colocar esta referência aqui como complemento para nossas discussões. Imagino que as pessoas que estão defendendo que é possível extrair uma ética a partir do conhecimento científico estejam se referindo principalmente aos estudos sobre evolução da cooperação e psicologia evolucionária da cooperação.
Eu ainda desconfio que tais estudos são descritivos, não prescritivos. Mas fica a dúvida: dado que eu posso usar esse conhecimento para criticar a viabilidade de disseminação de regras éticas, a sua compatibilidade com (possíveis) tendências inatas humanas etc, será que isso é uma ciência da ética? Ou é apenas o equivalente trivial de dizer que se um dia uma ética prescrever que todo ser humano deveria levitar, a ciência poderia retrucar que isso não é possível (no presente momento, mas talvez um dia com levitadores magnéticos talvez).
Por outro lado, eis um genuíno problema ético: suponhamos que um dia tenhamos, graças aos avanços da psicologia evolucionária e da engenharia genética, a capacidade de manipular o genoma humano de tal modo a produzir pessoas mais altruístas (acho que isso seria relativamente fácil aumentando a densidade de células do tálamo produtoras de oxitocina). Ou seja, a realização por engenharia genética do "faça amor, não faça guerra!". E com isso acabassemos com grande parte da violência no mundo. Eticamente, deveriamos fazê-lo?
20 março, 2008
O Papel do Cientista nas Decisões Éticas
Por mais que se queira dissociar o tema deste mês do confronto "ciência vs. religião", não há como fugir a isto, uma vez que o próprio tema surgiu da atualidade da decisão que o Supremo Tribunal Federal vai ter que tomar (em minha opinião, já devia ter tomado...) sobre uma questão de suposta "ética", que, na verdade, é apenas sobre um dogma religioso.
Sendo assim, não me resta outro remédio senão analisar, desde a origem, a convivência entre "ciência e religião", uma vez que sou suspeito por ambos os "lados" desse confronto.
Eu afirmei, em comentário ao artigo do Osame, que as religiões tiveram como base a "ciência" (na sua acepção de "conhecimento adquirido"), só que as religiões não foram capazes de se adaptar ao progresso da ciência e se tornaram, mesmo, um entrave ao progresso da humanidade, quando deveriam ser, ao contrário, um esteio ético para este desenvolvimento.
Voltemos à pré-história e analisemos a "ciência" de então, para podermos avaliar de onde surgiu toda essa idéia de "religião" e qual papel ela deveria ter, bem como sua ligação com os conceitos de "moral" e "ética". (leia mais aqui)
Sendo assim, não me resta outro remédio senão analisar, desde a origem, a convivência entre "ciência e religião", uma vez que sou suspeito por ambos os "lados" desse confronto.
Eu afirmei, em comentário ao artigo do Osame, que as religiões tiveram como base a "ciência" (na sua acepção de "conhecimento adquirido"), só que as religiões não foram capazes de se adaptar ao progresso da ciência e se tornaram, mesmo, um entrave ao progresso da humanidade, quando deveriam ser, ao contrário, um esteio ético para este desenvolvimento.
Voltemos à pré-história e analisemos a "ciência" de então, para podermos avaliar de onde surgiu toda essa idéia de "religião" e qual papel ela deveria ter, bem como sua ligação com os conceitos de "moral" e "ética". (leia mais aqui)
18 março, 2008
Ética da Ciência e Ciência da Ética
Parafraseando Pareto, conceber uma Ética (ou uma religião) baseada na Ciência é gerar um monstro, no sentido de uma "criatura bizarra", uma quimera que une partes de animais diferentes.
Rubem Alves (alguém que normalmente não cito) diria que "a ciência pode ensinar como cultivar um jardim, mas não pode despertar o desejo de transformar um deserto em um jardim"... Basicamente ele relaciona o campo do desejo com as "religiões" (quer religiosas, quer seculares), ou pelo menos com a espiritualidade. Desejar demais algo é adorar...
Max Weber (ao lado) defende algo semelhante em "Ciência e Política, duas vocações": que o que o cientista pode fazer não é justificar fins mas auxiliar na análise dos meios (os meios são eficazes para tais fins?). Quem define os fins são (ou deveriam ser) as pessoas diretamente afetadas pelos mesmos, e isto é um exemplo de afirmação ética, não científica.
Eu simpatizo com as posições éticas de Peter Singer (ver Vida Ética) embora reconheço que o Utilitarismo (uma das éticas axiomáticas possíveis) possui um defeito grave: não funciona em um mundo (como o nosso) que apresenta fenômenos críticos e caóticos: ou seja, não podemos predizer se a ação que tomamos agora irá maximizar a diminuição do sofrimento no futuro. [Continue a ler aqui.]
11 março, 2008
Decisões éticas
Qual o papel do cientista nas decisões éticas?As discussões sobre a lei de biossegurança incluíram debates sobre quando começa a vida. A visão científica se confronta à religiosa e à política. O público assiste, duvida, debate, acredita, opina.
Aborto, clonagem, transgênicos... são diversas as decisões éticas em que cientistas são chamados a opinar. Fica a dúvida: a ciência tem mesmo um papel aí, ou é mais um instrumetno de manipulação da opinião pública?
Tirei a imagem daqui.
Precisamos de sugestões de temas de discussão! Se puserem nos comentários desta postagem, anotarei para o mês que vem. Excluirei os temas que não tiveram nenhum voto este mês. Se quiser que algum permaneça, é só sugerir outra vez!
Esta roda de ciência está aberta a quem queira participar. Se você é um visitante esporádico, ajude a nos iluminar com seu conhecimento ou opinião. Para publicar um texto como parte da discussão, basta mandar uma mensagem para mariamsguimaraes arroba yahoo ponto com ponto br
21 janeiro, 2008
Rodando na ciência
Nesse mês de janeiro, o Roda de Ciência decidiu exatamente discutir sobre a rotina dos cientistas. No entanto, ao pensar sobre o tema, esbarrei numa questão simples: qual rotina descrever? Porque afinal eu já rodei em várias áreas e laboratórios diferentes pelo mundo, e não houve uma rotina "única" seguida o tempo todo. É claro, há o geralzão, mas as nuances são pungentes, e talvez elas é que sejam interessantes de serem relatadas quando se trabalha com tantas pessoas e aspectos diferentes.
Então eu resolvi escrever uma pequena série de posts sobre como foi e tem sido minha rotina na ciência nos diversos ramos e lugares por onde passei, o que fiz nos labs da vida. Quero principalmente deixar registradas as memórias que me marcaram em cada uma dessas experiências. Não vai dar pra contar tuuudo, tintim por tintim, mas vou me esforçar para pelo menos incluir eventos que de alguma forma me marcaram. No mais, será apenas um diarinho de cada experiência, sem tentar entrar em muitos detalhes bioquímicos. Espero que seja interessante.
(Publicarei sobre o tema um post por dia durante essa semana no meu blog.)
*********
Os posts da mini-série Rodando na Ciência você pode ler nos links abaixo:
- Rodando na Ciência: Viçosa
- Rodando na Ciência: Potsdam - Sampa
- Rodando na Ciência: Boston
- Rodando na Ciência: Honolulu
- Rodando na Ciência: Coréia do Sul
Então eu resolvi escrever uma pequena série de posts sobre como foi e tem sido minha rotina na ciência nos diversos ramos e lugares por onde passei, o que fiz nos labs da vida. Quero principalmente deixar registradas as memórias que me marcaram em cada uma dessas experiências. Não vai dar pra contar tuuudo, tintim por tintim, mas vou me esforçar para pelo menos incluir eventos que de alguma forma me marcaram. No mais, será apenas um diarinho de cada experiência, sem tentar entrar em muitos detalhes bioquímicos. Espero que seja interessante.
(Publicarei sobre o tema um post por dia durante essa semana no meu blog.)
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Os posts da mini-série Rodando na Ciência você pode ler nos links abaixo:
- Rodando na Ciência: Viçosa
- Rodando na Ciência: Potsdam - Sampa
- Rodando na Ciência: Boston
- Rodando na Ciência: Honolulu
- Rodando na Ciência: Coréia do Sul
12 janeiro, 2008
A day in the life
Ainda não tenho um papel que me dá o direito de colocar um ", Ph.D." depois do meu nome mas a rotina de estudante de pós-graduação é algo que, apesar de diferente da de um professor ou pesquisador, contém muitas coisas em comum. Então como um contra-ponto ao post do Osame acenando lá do meio da escada fica aqui a rotina de alguém que ainda está ensaiando subir os primeiros degraus.
08 janeiro, 2008
Dia a dia de quem?

O tema da Roda de Ciência deste mês é sobre o "dia a dia do cientista". Embora no final do mês eu vá prestar um concurso aqui na USP, acho que tenho algum tempo para refletir sobre esse tal dia a dia no qual já vivo (meu Deus, tô ficando velho!) há mais de 20 anos.
OK, na verdade não tenho tanto tempo para refletir assim: além de estar estudando e preparando os pontos para o concurso, estou escrevendo um paper com o Mauro Copelli e o Leonardo Lyra Gollo sobre dendritos excitáveis, outro com o Roque, Rosa, Pedro e Adriano sobre modelos de evolução cultural (na verdade, sobre evolução da culinária), e ainda outro com o Pablo Diniz e o Alexandre Martinez sobre redes de citações bibliográficas. Sem falar na orientação de iniciação científica do Zeddy (trabalho para o Prêmio Jovem Cientista) , do Leonardo Soares (estudo de uma métrica de rede para definir sinonímia) e do Rodrigo (modelo de evolução de memes tipo branching process).
Ainda bem que consegui validar no Júpiter-USP, ontem, as notas da turma de Física I e de Estatística Básica. Hummmm.... Não falei sobre o fato de que preciso ir passear com as crianças no parquinho, amanhã, ou então levá-los para Araraquara no final de semana. OK, OK, já deu pra ter uma idéia sobre o meu dia a dia...
Vamos continuar. Mas primeiro, um pouquinho de arrogância: para definir o "dia a dia do cientista", acho melhor definir o que é um cientista. E aqui vai a opinão de pessoas que respeito: "cientista é um artesão que trabalha com idéias e conceitos".
Se forem idéias matemáticas ou lógico-formais, temos matemáticos, lógicos, teóricos da computação. Se forem idéias sobre a natureza e/ou o ser humano, temos os cientistas naturais e/ou humanos (notaram o "e" que inclui o pessoal da sociophysics como eu, por exemplo?).
Se tais artesãos trabalham com as mãos, temos os cientistas experimentais. Se trabalham com simulações computacionais, temos os cientistas computacionais. Se usam apenas lápis, papel e lata do lixo, temos os teóricos (ok, eles usam computadores também!). Se não precisam de latas de lixo, temos os filósofos... Ops, a piada não é minha, e eu não concordo com ela!
Cadê a arrogância da definição de cientista? Bom, acho que você pode chegar para mim e dizer: Olha, eu conheço um monte de cientistas que não são tais artesãos (manuais ou intelectuais). Isso é uma visão idealizada da ciência, etc e tal. Você não viu o último livro de sociologia da ciência do Bruno Latour?
Meu filho, você não entendeu: quem não se encontra dentro da definição, pode ser um técnico científico, um trabalhador científico, um professor de ciências, um administrador científico, um empreendedor científico. No problem. Apenas não é um cientista... (minha amiga Giulia diz que, enquanto professores-pesquisadores mal remunerados, somos um proletariado cognitivo).
OK, então dado que, enquanto pesquisador não ligado à Big Science, sou um artesão e não um operário no sentido marxista do termo, um artesão que tenta ensinar sua arte a seus (até agora poucos) discípulos, talvez valha a pena contar como se inicia uma vocação como essa. Continue a ler aqui.
26 dezembro, 2007
Ciência cotidiana
Em geral o que se vê da ciência são os resultados finais - os que surtiram resultado positivo. O suor, as idéias equivocadas, os momentos de angústia e de entusiasmo, as cabeçadas na parede... tudo isso faz parte do processo científico.
Abrimos aqui este espaço para que pesquisadores contem seu dia-a-dia, não-pesquisadores façam perguntas e exponham hipóteses e o que mais imaginem.
Precisamos de sugestões de temas de discussão! Se puserem nos comentários desta postagem, anotarei para o mês que vem.
Esta roda de ciência está aberta a quem queira participar. Se você é um visitante esporádico, ajude a nos iluminar com seu conhecimento ou opinião. Se quiser publicar um texto como parte da discussão, basta mandar uma mensagem para mariamsguimaraes arroba yahoo ponto com ponto br
Abrimos aqui este espaço para que pesquisadores contem seu dia-a-dia, não-pesquisadores façam perguntas e exponham hipóteses e o que mais imaginem.
Precisamos de sugestões de temas de discussão! Se puserem nos comentários desta postagem, anotarei para o mês que vem.
Esta roda de ciência está aberta a quem queira participar. Se você é um visitante esporádico, ajude a nos iluminar com seu conhecimento ou opinião. Se quiser publicar um texto como parte da discussão, basta mandar uma mensagem para mariamsguimaraes arroba yahoo ponto com ponto br
18 dezembro, 2007
O mar em reservas
Há poucos dias, eis que me cai nas mãos uma série de relatórios didáticos sobre o estado das reservas marinhas nos EUA e no mundo, feito por um consórcio de pesquisadores das universidades de Stanford, Oregon e California (Santa Barbara e Santa Cruz). Em grossas linhas, sugere-se que o número total de reservas marinhas pelo mundo é ínfimo, a eficiência das áreas protegidas ainda precisa melhorar e o maior desafio à implementação das mesmas são entraves econômicos e sociais. Nada disso soa como novidade, eu sei, mas acredito que algumas elucidações trazidas pelo relatório cabem aqui ser discutidas.
(Continue lendo aqui.)
(Continue lendo aqui.)
27 novembro, 2007
Modelos simples são mais didáticos...

O que você prefere? Um modelo realista e complicado que não te dá intuição nenhuma sobre o que está acontecendo ou um modelo simples que não descreve quantitativamente, mas sim qualitativamente um dado fenômeno?
Este é o problema clássico que os cientistas que trabalham com simulações enfrentam. No caso do estudo dos fenômenos ligados aos oceanos - e por tabela à circulação atmosférica. Mas estes autores propõe os modelos simples como uma ferramenta de trabalho importante.
El Nino and the Delayed Action Oscillator
Authors: Ian Boutle, Richard H. S. Taylor, Rudolf A. Roemer
(Submitted on 10 Mar 2006)
Abstract: We study the dynamics of the El Nino phenomenon using the mathematical model of delayed-action oscillator (DAO). Topics such as the influence of the annual cycle, global warming, stochastic influences due to weather conditions and even off-equatorial heat-sinks can all be discussed using only modest analytical and numerical resources. Thus the DAO allows for a pedagogical introduction to the science of El Nino and La Nina while at the same time avoiding the need for large-scale computing resources normally associated with much more sophisticated coupled atmosphere-ocean general circulation models. It is an approach which is ideally suited for student projects both at high school and undergraduate level.
Comments:
13 RevTeX pages, 14 .eps figures included, submitted to the American Journal of Physics
Subjects:
Atmospheric and Oceanic Physics (physics.ao-ph); Geophysics (physics.geo-ph)
Journal reference:
American Journal of Physics 75, 15-24 (2007)
DOI:
10.1119/1.2358155
Cite as:
arXiv:physics/0603083v1 [physics.ao-ph]
26 novembro, 2007
Algumas ondas marinhas virtuais
Como alguns sabem, nutro uma especial predileção pela ciência que envolve qualquer tema relacionado ao mar. Em meu blog pessoal, estou sempre que possível enfatizando aspectos científicos de biologia marinha, principalmente se tocam na delicada situação da conservação dos oceanos no mundo atual. Ou relatando experiências que vi e/ou vivi no ambiente marinho, embaixo d'água, navegando pelos mares do planeta. Então, antes de deixar aqui minha contribuição original do mês para o Roda de Ciência, resolvi fazer um "revival postístico" do que já escrevi ao longo desses 3 anos de blog sobre o tema. Escolhi 5 posts passados que mais gosto sobre o tema, e deixo os links abaixo para os interessados leitores refletirem, degustarem, discutirem e acrescentarem informações novas a eles, já que foram escritos em tempos passados e devem ter surgido novos estudos que confrontam algumas das minhas colocações. (Espero que os amigos do Roda não se importem com meu abuso virtual de textos passados.)
1) "Ser tubarão na Ásia" - Relato do cotidiano de um entreposto pesqueiro comercial taiuanês, com ênfase específica no declínio das populações de tubarões do mundo. Uma visita que até hoje me traz arrepios só de pensar.
2) "Biodiversidade marinha" - Texto mais básico sobre onde encontramos as maiores concentrações de biodiversidade embaixo d'água no mundo - e por que não somos o país da biodiversidade marinha com suas consequências filosóficas e políticas.
3) "Rastelando o mar" - Uma reflexão sobre o mar sem peixes, um delírio nada longe da realidade, infelizmente.
4) "Esbranquiçamento de corais e aquecimento global" - Nos primórdios da discussão sobre aquecimento na blogosfera e no vácuo do desastre do Katrina, resolvi lembrar uma das consequências diretas mais tristes (pelo menos para mim) da mudança climática no mundo: o esbranquiçamento de corais.
5) "Dia Mundial dos Oceanos" - Um grito de socorro vindo das bocas de quem realmente sofre com a degradação do mar. Ou uma tentativa terapêutica de não deixar que os humanos fujam de suas responsabilidades.
Divirtam-se!
1) "Ser tubarão na Ásia" - Relato do cotidiano de um entreposto pesqueiro comercial taiuanês, com ênfase específica no declínio das populações de tubarões do mundo. Uma visita que até hoje me traz arrepios só de pensar.
2) "Biodiversidade marinha" - Texto mais básico sobre onde encontramos as maiores concentrações de biodiversidade embaixo d'água no mundo - e por que não somos o país da biodiversidade marinha com suas consequências filosóficas e políticas.
3) "Rastelando o mar" - Uma reflexão sobre o mar sem peixes, um delírio nada longe da realidade, infelizmente.
4) "Esbranquiçamento de corais e aquecimento global" - Nos primórdios da discussão sobre aquecimento na blogosfera e no vácuo do desastre do Katrina, resolvi lembrar uma das consequências diretas mais tristes (pelo menos para mim) da mudança climática no mundo: o esbranquiçamento de corais.
5) "Dia Mundial dos Oceanos" - Um grito de socorro vindo das bocas de quem realmente sofre com a degradação do mar. Ou uma tentativa terapêutica de não deixar que os humanos fujam de suas responsabilidades.
Divirtam-se!
25 novembro, 2007
É agora, gente!.... No final do mês!...

Via EurekAlert, mais uma matéria sobre os Oceanos:
Cientistas marinhos avisam que a segurança e a prosperidade do ser humano dependem de uma melhor sistema de observação dos Oceanos
Um apelo por um sistema inicial adequado para o produção de compreensão, previsões úteis para o público e para os responsáveis pelas politicas
(continue lendo aqui)
Cientistas marinhos avisam que a segurança e a prosperidade do ser humano dependem de uma melhor sistema de observação dos Oceanos
Um apelo por um sistema inicial adequado para o produção de compreensão, previsões úteis para o público e para os responsáveis pelas politicas
(continue lendo aqui)
15 novembro, 2007
Um Oceano de Problemas
"Na terra onde o mar não bate,
não bate o meu coração.
O mar onde o céu flutua,
onde morre o Sol e a Lua,
e acaba o caminho do chão"
(Gilberto Gil, Beira Mar)
não bate o meu coração.
O mar onde o céu flutua,
onde morre o Sol e a Lua,
e acaba o caminho do chão"
(Gilberto Gil, Beira Mar)
É, no mínimo, curioso que, tendo mais de 71% de sua superfície coberta por águas, este planeta seja chamado "Terra". E este "bairrismo" do ser humano vai mais longe.
Vai tão longe quanto o Sputnik 1, lançado para além da atmosfera em 04 de outubro de 1957, enquanto que o fundo da Fossa das Marianas só foi atingido pelo "Trieste" em 23 de janeiro de 1960...
(continue lendo aqui)
Vai tão longe quanto o Sputnik 1, lançado para além da atmosfera em 04 de outubro de 1957, enquanto que o fundo da Fossa das Marianas só foi atingido pelo "Trieste" em 23 de janeiro de 1960...
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10 novembro, 2007
Oceanos alterados
Ações humanas têm sido devastadoras no mar, na terra e no ar. Os oceanos, com sua imensidão e sua complexidade, são motivo para sérias preocupações. É o que mostra a série multimídia de reportagens "Oceanos alterados", publicada no ano passado pelo Los Angeles Times e ganhadora do prêmio Pulitzer de reportagem explicativa de 2007.
Leia mais no ciência e idéias.
Leia mais no ciência e idéias.
08 novembro, 2007
Mares de Minerva

OK, OK, Maria Guimarães, você venceu (com seu voto de Minerva): eu mudei meu voto na Roda da Ciência na última hora, para dar empate, mas não consegui escapar desse assunto (Mares da Terra) sobre os quais não entendo nada. Assim, para dar a minha contribuição deste mês, apenas dou o link aqui para uma busca que fiz com a palavra "Ocean" no http://www.arxiv.org/ , repositório de preprints de livre acesso que todo mundo interessado em ciência conhece ou deveria conhecer.
PS: Para eu me lembrar depois: o mito de Minerva é muito parecido com o de Ishtar. Minerva também é a deusa da guerra, ciência, poesia, tecnologia, invenção, medicina, conhecimento e comércio.
Figura: Head of Minerva by Elihu Vedder, 1896.
Ó mar salgado...
O tema é oportuno. Nestes tempos de mudança climática, muito se conta com as florestas e os mares para ajudar a reparar nossos erros. Mas eles já dão sinais de esgotamento.
E tanto mais, tanta descoberta por se fazer nesses tantos mares.
31 outubro, 2007
Estereótipo de cientista?

Nelson me disse que ando colocando muita foto de mulher bonita aqui no SEMCIÊNCIA. Bom, mas o nome do blog diz exatamente que o mesmo não é muito sério. Em todo caso, para recuperar sua seriedade científica, anoto abaixo dois papers de Natalie Harshleg, vulgo Natalie Portman.
Da Wikipedia:
Portman has said that she was "used to A's" but admits to reading about institutional grade inflation in the Ivy Leagues in the New York Times. She reported on a talk show, "I'd rather be smart than be a movie star" and that her goal was to graduate from college even if it ruined her acting career.
After high school, Portman enrolled at Harvard University where she graduated with a bachelor's degree in psychology on June 5, 2003. In 2005, Portman pursued graduate studies at Hebrew University in Jerusalem. Portman is credited as a research assistant to Harvard Professor Alan Dershowitz's The Case for Israel. She was a research assistant to Dr. Stephen M. Kosslyn's psychology lab as well, and made a cameo appearance as a guest lecturer for the Terrorism and Counterterrorism course at Columbia University in early March of 2006, discussing themes from her film V for Vendetta.[8]
Para continuar lendo, clique aqui.
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