31 março, 2009

O menino Darwin

Aos 48 do segundo tempo, chego correndo e deixo minha jogada. Não podia deixar de falar sobre Darwin, o homem que nasceu há 200 anos e deixou contribuições inestimáveis ao pensamento científico graças (eu acho) a um dom muito especial: a curiosidade.

Leia mais no ciência e ideias

Para encerrar com chave de ouro

Meu “velho amigo” John Wilkins publicou um momentoso post em seu blog Evolving Thoughts, intitulado “Um novo trabalho sobre transferência lateral [de genes] mostra que Darwin estava errado”.

Citando um trabalho do Professor Augustus P. Rilful e seus colegas do Laboratório de Paragenética da Universidade de Münchhausen, na Alemanha, publicado em Journal of Evolutionary Diversions, [Rillful, A. P., Metonym, P., Hebe, P., Samsa, G., et al., 2009. "A new theory of evolution based upon the ubiquity of lateral genetic transfer". J. Evol. Div. 23 (2):69-136], Wilkins discorre sobre a Evolução Empedocleana, o novo paradigma que deve substituir tudo o que se pensava, até agora, sobre a seleção natural (“quase que inteiramente desnecessária”).

Bom... Eu não vou cair na asneira de traduzir Wilkins de novo... Quem quiser e puder, siga o link acima e leia o post.

Ah!... Sim!... Por um desses azares, na Austrália já é dia 01/04, mas no servidor dos ScienceBlogs ainda é 31/03. Por isso o post do Wilkins apareceu um dia antes do que devia...


30 março, 2009

Novo Tema para o Mês de Abril

Encerrada a enquete, informo a todos que o tema: "Ciência e Pseudo-ciência" foi o vencedor (com apenas um voto de vantagem sobre "Consciência" — parece que a Astronomia não está com essa bola toda...)

Se o "conficker" não detonar a rede, o tema estará valendo a partir de 1º de abril (sem trocadilho...)

26 março, 2009

Os próximos 150 anos

(...) No entanto, o núcleo central da teoria de Darwin, de que os organismos lutam pela sobrevivência usando as armas que dispõe no seu ‘pool’ de genes, se mantém intacto e vem sendo fortalecido a cada novo resultado. Vem dai a razão da grande aceitação da teoria: ela funciona! Explica uma enorme variedade de fenômenos e observações, e contribui para além da biologia, em campos como o desenvolvimento de drogas na industria farmacêutica ou de componentes eletrônicos na industria de informática. A seleção natural é poderosa mesmo no maior de seus desafios: explicar a evolução humana. A idéia do homem como topo da evolução é um pilares que sustentam os princípios religiosos, mas análises recentes mostram que a nossa espécie, o Homo sapiens, não só evoluiu, como evoluiu muito nos últimos 10.000 anos, e com velocidade assustadora. Um exemplo de adaptação recente é a habilidade de digerir leite em adultos do norte europeu. Também temos muito menos dúvidas sobre nossas origens,. Sabemos que não viemos exatamente dos macacos, mas de um ancestral comum remontando aos primeiros Australopithecus entre 4 e 7 milhões de anos atrás (veja o texto Uma breve história do homem). Leia mais no VQEB.

23 março, 2009

Escolha do tema para abril

Desculpem por estar colocando este post no meio da discussão sobre Darwin (por falar nisso, o tema ainda está valendo até o fim deste mês), mas eu quero chamar a atenção para a enquete para a escolha do tema do mês que vem.

Estão à escolha:

  1. Astronomia (assim, genérico mesmo, tal como foi "Darwin", em homenagem ao Ano Internacional da Astronomia);
  2. Ciência e Pseudo-Ciência: onde traçar a linha divisória?
  3. (A) Consciência volta a ser objeto de estudo da ciência.

O widget da enquete está aí do lado. Vote até 29 de março!

Isto posto, voltemos a Darwin (que está rendendo bem).

20 março, 2009

Ainda a seleção natural



A história do pensamento evolutivo mostra que muitos outros autores quase "chegaram lá" quando o assunto é seleção natural: antes do naturalista escocês Patrick Matthew, (1790-1874) sobre o qual comenta Osame Kinouchi no seu blog SemCiência, no século XVIII, o naturalista, cosmólogo, matemático e enciclopedista Georges Louis de Buffon (1707-1788) havia aventado essa possibilidade no seu monumental Histoire Naturelle (apesar dos escritos desse francês não primarem pela consistência). William Charles Wells (1757-1817) já havia falado de seleção natural na espécie humana, no começo do século XIX (e, inclusive, Charles Darwin (1809-1882) o cita nominalmente no sua obra magna Sobre a origem das espécies). Não só Alfred Russel Wallace, (1823-1913) mas também Henry Walter Bates (1825-1892), trabalhando na Amazônia, chegaram à mesma conclusão de Darwin a respeito do processo evolutivo, especialmente considerando a importância da distribuição geográfica no processo de especiação.

Agora, como aponta o professor Kinouchi, quais são as condições para se reconhecer quando alguém é o "descobridor" de uma idéia?

Continue a ler essa postagem no "Um Longo Argumento".

177 anos de Seleção Natural?



Advinhe quem escreveu isso?

There is a law universal in nature, tending to render every reproductive being the best possible suited to its condition that its kind, or organized matter, is susceptible of, which appears intended to model the physical and mental or instinctive powers to their highest perfection and to continue them so. This law sustains the lion in his strength, the hare in her swiftness, and the fox in his wiles. As nature, in all her modifications of life, has a power of increase far beyond what is needed to supply the place of what falls by Time's decay, those individuals who possess not the requisite strength, swiftness, hardihood, or cunning, fall prematurely without reproducing—either a prey to their natural devourers, or sinking under disease, generally induced by want of nourishment, their place being occupied by the more perfect of their own kind, who are pressing on the means of subsistence . . .

There is more beauty and unity of design in this continual balancing of life to circumstance, and greater conformity to those dispositions of nature which are manifest to us, than in total destruction and new creation . . . [The] progeny of the same parents, under great differences of circumstance, might, in several generations, even become distinct species, incapable of co-reproduction.


Se você falou Darwin, errou. Foi publicado em um livro (que recebeu resenhas importantes na época) por Patrick Matthew em 1831, ou seja, 27 anos antes de Darwin e Wallace. (continue a ler no SEMCIÊNCIA).


08 março, 2009

Por que todo ser humano deveria ser fã de Charles Darwin?

O Marco Varella do Blog "Marco Evolutivo" (meu vizinho de Lablogratórios — em breve ScienceBlogs - Brasil), aproveitando nosso tema, publicou um post com este título.

(Para ler, clique aqui)

04 março, 2009

Por que Darwin ainda incomoda?

Por que será que a Evolução e a Seleção Natural ainda incomodam tanto e causam reações extremadas, notadamente entre as pessoas que se dizem religiosas? Na verdade não se vê tanta reação contra a Astronomia, contra a Geologia ou mesmo contra a Física, embora todos esses ramos da ciência contradigam frontalmente o “livro sagrado” das religiões originadas da judaica.

A Astronomia botou por terra um ponto fundamental do fundamentalismo: a Terra não é o centro do universo, nem sequer um ponto notável no mesmo.

A Geologia, por sua vez, desmente de maneira cabal a cronologia bíblica e não se vê qualquer “tour-de-force” como o “Intelligent Design” para contestar seus ensinamentos.

(Continue lendo aqui)

Darwin - Evolução da Evolução




Uma ideia simples resolveu o mais complexo dos mistérios: o sentido da vida. ; ) Além disso, atualmente, cientistas usam Darwin para desvendar desde a nossa mente até a origem do Universo.
Continue lendo aqui.

03 março, 2009

As incríveis aventuras do pequeno grande Darwin em Galápagos

Cansado dos monótomos livros e de colecionar besouros, o pequeno Charles Darwin sucumbiu à proposta do reverendo John Henslow. “O senhor aceita ser o naturalista abordo do navio HMS Beagle, em uma viagem de mais de dois anos pela América do Sul?”. Sim, disse empolgado o rapaz.

No começo, sua família não gostou nem um pouco da idéia. Preferiria que o pequeno seguisse carreira eclesiástica. Ironia… Por fim, papai deixou o garoto de 22 anos embarcar. Munido de telescópios, instrumentos de medição, produtos químicos e espingardas, balançou o lencinho branco. “Bye”.

Continue lendo a "estória" aqui.

02 março, 2009

Novo tema para discussão: "Darwin"

Desculpem por não ter colocado em votação o tema para este mês, mas, realmente, não deu...

Então, aceitando as (poucas) sugestões recebidas, o tema para este mês é: "Darwin" — vale qualquer coisa relacionada com Charles Darwin (e, é claro, Evolucionismo).

Sugestões para o tema do próximo mês podem ser apresentadas pela lista de discussão, ou nos comentários a este post.

03 fevereiro, 2009

O peso da evidência

(...)
Tão forte quanto a nossa vontade de negar evidências que contrariam nossos paradigmas, é nossa capacidade de reconhecer que essas evidências contrariam o paradigma. "É assim que se fazem as revoluções científicas!" diria Thomas Khun, do outro lado da sala, encerrando a discussão.

Leia mais no VQEB.

21 janeiro, 2009

Revoluções científicas

Em biologia, muito DNA se sequenciou para descobrir que não é ele na verdade quem manda. Quando será feita a mais nova síntese da biologia, em que se vai entender como esse mundo genético na verdade funciona?

Fico ainda mais curiosa para saber o que pesquisadores de outras disciplinas consideram o grande assunto do momento.

Leia meus pensamentos algo esparsos aqui.

30 dezembro, 2008

O que seria uma "novidade revolucionária"?...

Uma pergunta difícil… A Astronomia está, praticamente, redesenhando o “Universo Conhecível” e ele parece ser muito mais estranho e “populoso” do que se pensava. Até anteontem a Relatividade Geral tinha as soluções para o comportamento das galáxias, suas estrelas e seus planetas… De repente (bom… não foi tão “de repente”, assim…), se chega à conclusão de que não está faltando só a tal “matéria escura”: mais da metade do universo deve ser constituído de algo mais misterioso ainda — a tal “energia escura”.

Enquanto isso, aqui na Terra, o LHC foi um fiasco comparável à passagem do Cometa de Halley… “O maior instrumento científico jamais construído” (e isso me lembra o quase-fiasco do Telescópio Hubble) pifou, ainda na fase de preparação…

No campo da nanotecnologia as coisas vão a pleno vapor. O Carbeno parece ser o meta-material dos sonhos dos nano-engenheiros. Quando (e se) puder ser fabricado em escala industrial, o leque de aplicações parece ser quase ilimitado. Já os computadores quânticos continuam na fase do “sonho meu”… A spintrônica parece ainda confinada aos ambientes banhados em hélio líquido.

Na área da biologia, os segredos contidos nos genes vão caindo, um a um, e a evolução da vida na Terra cada vez mais faz sentido (particularmente apropriado no ano em que se comemora o bicentenário do nascimento de Darwin — embora o fundamentalismo religioso continue insistindo em exercitar seu jus esperneandi).

E a melhor notícia parece estar vindo da maior potência mundial: a equipe científica escolhida pelo futuro presidente americano é composta por Cientistas (com direito ao “C” maiúsculo). E é aí que eu vou dar um polimento na minha bola de cristal e proferir um vaticínio sobre onde eu espero que a ciência apresente algo realmente revolucionário…

Continue lendo aqui.

18 dezembro, 2008

Novidade revolucionária?




Hummm, o tema deste mês de dezembro lembra aquelas bolas de cristal de final de ano. Não sei se vou ter um desempenho superior ao de astrólogos e jogadores de búzios mas aqui vai...



No curto prazo: Descoberta de micróbios no sistema solar e/ou atmosferas com oxigênio em planetas extra-solares (evidência de vida). Ver Astrobiologia. Tais descobertas irão revolucionar a Biologia.



No médio prazo: As teorias de Multiverso serão testadas de forma indireta, algumas serão descartadas (o que significa que Multiverso é uma idéia científica). A idéia de Multiverso se tornará consensual na comunidade de Cosmologia. Essas idéias revolucionam a própria epistemologia da Física.

04 dezembro, 2008

Novo tema para discussão:

Salve, Pessoal!

Fica valendo para o próximo mês a sugestão da Maria:

“Em que ramo das ciências você acredita que vai surgir uma novidade revolucionária, em breve?”


16 novembro, 2008

Para quem não conhece bem Ficção Científica

Meu "vizinho" de Lablogratórios, o "Idéias Cretinas" publicou uns links ótimos para Ficção Científica nacional (é on-line e é "de grátis"...) Procure aqui.

09 novembro, 2008

O Presidente Negro (na Ficção Científica)


"Nada revela mais sobre uma época do que sua visão do futuro" (não lembro quem disse isso).

Como o tema da Roda da Ciência ainda é sobre Ficção Científica e Divulgação Científica, vou fazer mais um post sobre o tema, aproveitando a coincidência entre a eleição de Barak Obama e o tema do único romance (por sinal, de FC) de Monteiro Lobato.

Eu quase não leio ficção científica atual, meu autor mais recente é Philip K. Dick. Mas gosto de colecionar FC antiga, justamente para conhecer as utopias e distopias de cada época, e perceber a incrível limitação da imaginação humana.

O livro de Monteiro Lobato deve ser lido pois revela uma época de relativismo cultural (anos 1900-30). Eistein ficou pop por causa do termo "Relatividade" em sua teoria. Se a mesma fosse chamada de "Teoria da Invariância" (como seria adequado) seu apelo popular não seria tão grande. As teses relativistas de Monteiro Lobato (na verdade não dele, mas de sua época) são: (ver aqui)

01 novembro, 2008

O segredo de Atlântida

Ficção científica não é a minha praia - aliás, após escrever essa frase paro, respiro fundo e pasmo no mar azul marinho, estou no litoral, também mereço! Mesmo assim, óbvio que adoro ciência, suas invenções, descobertas, filosofias, discussões e algumas das histórias mirabolantes. Principalmente, aquelas com certa ideologia como “1984″ e “Admirável Mundo Novo” - geniais.

Recentemente, fiquei incumbida de uma missão quase impossível. Descobrir a “verdade” sobre o mito de Atlântida. A ilha da fantasia existiu? Então, onde estariam suas ruínas? Matutei… E parti para a pesquisa. O que achei de obras esotéricas sobre o tema não está escrito. Mas eu queria algo o mais científico possível. Daí, conversei com oceanógrafos. Até eles disseram: “Que difícil”!

Leia a continuação no Xis-xis, aqui.