23 agosto, 2006

A divulgação da SIDA no Jornalismo

Publiquei um post sobre divulgação de informação da SIDA nos Media portugueses. Pareceu-me interessante fazer uma chamada aqui no Roda, uma vez que é um caso específico de divulgação de ciência e está contextualizado no tema do mês.

O tema SIDA quase desapareceu da actualidade jornalística. Os motivos? Ao que parece está “fora de moda”.
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2 comentários:

Rita disse...

Já agora uma curiosidade: Um dos primeiros artigos jornalisticos, em Portugal, escritos como sendo jornalismo científico foi dedicado ao tema da SIDA. ESPERO NÃO ESTAR A COMETER UMA TERRÍVEL GAFE, mas acho que foi publicado no jornal Expresso, sendo que um dos jornalistas que o escreveu foi José Vítor Malheiros, que foi jornalista de Ciência durante muitos anos e actualmente é director do jornal online Público.PT.

João Carlos disse...

Sem dúvida a "gripe aviária" é mais momentosa do que a SIDA. A SIDA foi uma enfermidade - desde o início - discriminada: chamada de "Câncer Gay" e de "doença dos viciados". Os governos europeus fizeram grande alarde e tomaram suas providências em surdina. A SIDA, na Europa, não tomou a proporção que teve nos EUA, cá no Brasil e - principalmente - na África (lembro-me de ter lido uma matéria, há um bom par de anos, sobre as dificuldades das multinacionais em formarem "quadros" com os africanos: o crecimento no status correspondia - em um prazo máximo de cinco anos - em mais alguns aidéticos, entre as quais as mulheres do "promovido").

No Brasil a grita só foi grande porque foi patrocinada pelas sociedades de proteção aos hemofílicos (entre os quais havia gente de nomeada). A razia entre os hemofílicos foi enorme (a Casa do Hemofílico, no Rio de Janeiro, passou a fazer coletas sistemáticas nos quartéis; neste processo, fui informado que o índice de mortalidade tinha chegado a quase 70% dos hemofílicos atendidos por aquela instituição).

Mesmo assim, a intensidade das campanhas pelo uso de preservativos caiu bastante e - não só a SIDA - mas todas as Doenças Sexualmente Transmissíveis estão voltando a se alastrar. A velha síndrome do "Comigo Isso Não Acontece", parece estar se espalhando...